Ibovespa tomba 2,68%, mesmo após S&P elevar rating do Brasil

A continuada tensão com a crise de dívida soberana na zona do euro fez o investidor deixar em segundo plano dados positivos da economia americana e a elevação do rating soberano do Brasil pela Standard & Poor's, fazendo a bolsa paulista fechar em forte baixa.

ROBERTA VILAS BOAS, REUTERS

17 de novembro de 2011 | 19h21

O Ibovespa recuou 2,68 por cento, a 56.988 pontos, após ter chegado a cair 3,24 por cento na mínima do dia. O giro financeiro do pregão foi de 6,9 bilhões de reais.

Em Nova York, o índice Dow Jones recuava 1,5 por cento, às 18h56, enquanto o S&P perdia 2 por cento.

Para o economista-sênior do Espírito Santo Investment Bank, Flávio Serrano, novos sinais negativo da Europa ampliaram a aversão ao risco em todo o mundo.

Espanha e França realizaram leilões de títulos públicos e tiveram dificuldades para vender os papéis. Analistas descreveram o resultado do leilão espanhol, que pagou os maiores juros desde 1997, como "muito ruim".

"Houve um movimento externo de piora na percepção do quadro europeu", disse Serrano.

De pouco adiantaram dados econômicos encorajadores dos Estados Unidos, como a inesperada queda nos novos pedidos de seguro-desemprego e a queda mais suave nas construções de moradias em outubro.

Para o economista, a elevação do rating brasileiro pela Standard & Poor's, de "BBB-" para "BBB", foi insuficiente para afastar o pessimismo dos investidores.

"A bolsa até melhorou depois do anúncio. Mas (a mudança) é um alinhamento com as demais agências. Não dá para esperar que isso mude o cenário", afirmou.

No Ibovespa, Gafisa foi a pior, com queda de 6,96 por cento, a 5,21 reais, puxando a fila do setor imobiliário. Santander caiu 4,56 por cento, a 13,60 reais, após o banco avisar que vai vender no mercado cerca de 3 por cento do capital na forma de ADRs, em Nova York.

Ainda, Usiminas recuou 2,92 por cento, a 22,57 reais, após a Ternium confirmar que negocia para adquirir uma participação na siderúrgica mineira.

Entre as blue chips, a ação preferencial da Vale perdeu 2,2 por cento, a 41,35 reais, enquanto a da Petrobras recuou 2,67 por cento, a 21,52 reais.

(Edição de Aluísio Alves)

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