Suamy Beydoun/AGIF - 31/3/2017
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Ibovespa vira sinal para o positivo na cola de Wall Street e alcança nova máxima histórica

O fluxo de recursos de investidores estrangeiros segue sendo o fiel da balança para o desempenho do principal índice da Bolsa brasileira, que fechou o pregão desta segunda-feira em alta de 0,56%, aos 81.675 pontos

Simone Cavalcanti, O Estado de S.Paulo

22 de janeiro de 2018 | 19h07

O fluxo de recursos de investidores estrangeiros segue sendo o fiel da balança para o desempenho do Ibovespa, que, nesta segunda-feira, 22, renovou, mais uma vez, sua máxima histórica. Após passar a manhã em queda, mostrando a cautela dos investidores dias antes do julgamento do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4), em Porto Alegre (RS), o principal índice da Bolsa firmou-se em trajetória de alta na segunda etapa da sessão de negócios. 

O Ibovespa mudou para o sinal positivo ao mesmo tempo em que o principal índice em Wall Street, o Dow Jones, marcou sua virada para alta, após abrir a sessão em queda, acompanhando os pares em Nova York. O índice que reúne as ações mais negociadas da Bolsa brasileira fechou em alta de 0,56%, aos 81.675,42 pontos, em nova máxima histórica. 

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O volume financeiro foi de R$ 7,75 bilhões. Segundo Álvaro Bandeira, economista-chefe da ModalMais, em 18 dias deste mês os investidores não residentes ingressaram com R$ 5,3 bilhões na Bolsa. Isso significa quase 40% de todo o fluxo apurado no ano passado inteiro (R$ 13,4 bilhões). 

O apetite por risco segue na esteira da recuperação econômica global e da continuidade das políticas monetárias das nações desenvolvidas, que tornaram o dinheiro barato e abundante. 

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Essa perspectiva positiva puxa a cotação das commodities para cima e beneficia a Bolsa brasileira. As ações da Petrobrás ON e PN finalizaram o pregão com ganhos de 1,04% e 1,15%, respectivamente, impulsionadas pela valorização dos contratos futuros de petróleo.

Soma-se a isso, segundo Bandeira, a busca dos investidores institucionais brasileiros, que seguem ajustando suas carteiras já de olho na possibilidade de melhores ganhos da renda variável, uma vez que a taxa básica de juros, Selic, é hoje quase a metade do que um ano atrás. 

"Os institucionais e os family offices, insatisfeitos com a rentabilidade, aumentam o apetite pelo risco", afirmou o economista da ModalMais, para quem a Bolsa tem potencial para subir ainda mais. 

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Para Shin Lai, analista da Upside Investor Research, fora o julgamento do recurso do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que é o principal evento político desta semana, não há outras grandes notícias no cenário interno.

"Assim, isolando-se os fatores políticos internos, aparecem os dados econômicos, que é o que realmente importa para as empresas", disse.

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