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IBP defende participação do setor privado no marco do petróleo

Instituto quer manutenção do atual modelo porque "alinha os interesses, tem atraído empresas e dado certo"

Kelly Lima, da Agência Estado,

24 de agosto de 2009 | 14h03

O presidente do Instituto Brasileiro do Petróleo (IBP), João Carlos De Luca, defendeu nesta segunda-feira, 24, que "em algum momento da discussão para as mudanças do marco regulatório" as empresas privadas possam dar sua contribuição. O comentário foi feito nesta segunda-feira em apresentação durante o Seminário Cenários e Perspectivas para o Brasil promovido pelo jornal O Globo. Pouco antes, ao chegar ao evento, De Luca comentou que estará entre os cerca de dois mil convidados que participarão do evento do anúncio das propostas do novo marco na próxima semana em Brasília. "Não fui convidado para organizar a festa, mas sim para a festa", comentou.

 

Em sua opinião, a mudança que vai ocorrer no setor será menos problemática do que a que aconteceu em 1997, quando foi implementada a Lei do Petróleo. "O novo marco terá um grau de dificuldade menor do que foi em 1997, porque naquela época tinha muitas dúvidas, como por exemplo o que seria da Petrobrás, se ela teria condições de competir com as empresas que entrariam no mercado, etc. O que vimos é que ela cresceu e muito. A Petrobrás não se prejudicou, mostrou seu conhecimento, e sabemos que ela sempre vai ter papel hegemônico neste setor no país e outras sempre serão complementares", destacou.

 

De acordo com De Luca, as empresas compreendem a necessidade de mudança no marco regulatório defendida pelo governo, "apesar de acreditarem que seria possível atender as demandas do governo com pequenas alterações no atual marco regulatório, que é um símbolo de sucesso". "O IBP tem participado ativamente das discussões públicas, e assumiu uma posição muito clara: defendemos o atual modelo porque entendemos que ele alinha as opiniões e interesses de todos agentes e é um modelo que tem atraído empresas e dado certo".

 

Ele lembrou que as reservas gigantescas podem multiplicar o número de agentes participantes do setor e elevar consideravelmente o número de empregos.

 

"Esperamos que em algum momento tenhamos oportunidade de dar contribuição para o novo modelo que tem que ser originado do amplo debate com a sociedade brasileira", disse, destacando a importância de se "preservar o que foi feito até agora".

 

Segundo dados do IBP, a previsão é de que nos próximos cinco anos sejam investidos na cadeia de petróleo e gás US$ 195 bilhões, incluindo aí a Petrobrás e as empresas privadas. Deste total cerca de 70% será destinado ao estado do Rio. Do total US$ 116 bilhões vão para a área de Exploração e Produção, e deste volume, US$ 25 bilhões vêm da indústria privada.

 

Também segundo o IBP, que congrega 220 empresas do setor, US$ 40 bilhões serão destinados ao pré-sal até 2020, sendo 30% disso vindos da indústria privada. "Isso reflete um modelo de sucesso que atraiu as empresas para cá. Portanto, temos que apenas saber traduzir isso de maneira a tirar sim os recursos para a sociedade, mas preservar tudo o que foi construído até agora", disse.

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