IBP mantém otimismo sobre mudança no modelo de operação

Instituto sugere que Petrobrás assuma posição de operadora única apenas nos principais campos do pré-sal

André Magnabosco, da Agência Estado,

30 de setembro de 2009 | 13h17

O presidente do Instituto Brasileiro do Petróleo (IBP), João Carlos de Luca, voltou a afirmar nesta quarta-feira, 30, que acredita em uma mudança no modelo que determina a Petrobrás como operadora única do pré-sal. Segundo o executivo, a Petrobrás poderia assumir a posição de operadora única apenas nos campos considerados o "coração" do pré-sal, casos de Tupi, Carioca e Guará. "Isso faz mais sentido do que operar todo o bloco", afirmou, após discurso no seminário "O Futuro do pré-sal II", realizado nesta manhã pelo Grupo Estado.

 

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Apesar de considerar a participação exclusiva da estatal na área de exploração do pré-sal como um fator oneroso para a empresa, João Carlos de Luca descartou a possibilidade de a Petrobrás não ter recursos suficientes para fazer os investimentos necessários na região. "A capitalização vai ser importante para ela, mas haverá um engessamento da Petrobrás e da própria indústria, que pode não ter acesso aos blocos", ressaltou.

 

O executivo destacou que o modelo previsto pelo Governo Federal poderia ser aperfeiçoado de forma a garantir uma maior participação da iniciativa privada no pré-sal, mesmo que essa fatia seja minoritária.

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