IBS nega problema em indústria do aço operar no limite

O presidente do Instituto Brasileiro de Siderurgia (IBS), Marcopolo Lopes, disse hoje que o setor tem uma folga para suprir tanto o mercado interno quanto o externo, apesar de a indústria siderúrgica trabalhar atualmente no limite de sua capacidade. Segundo Lopes, isso não é um problema, porque é característica do setor operar no limite. Para este ano, a produção de aço deve crescer 9,9% em relação ao ano passado, e a projeção para 2008 é de aumento de 10,8% sobre 2007.Lopes destacou que a prioridade atual é o mercado interno, embora a média de exportações seja de 40% da produção. Ele ressaltou que, de qualquer forma, o setor tem um plano de US$ 17 bilhões de investimentos em capacidade produtiva.Para o presidente da IBS, que participou da reunião do Fórum Nacional da Indústria da CNI, a questão da energia não está entre as principais preocupações do setor, apesar de ter forte demanda energética, por conta dos projetos de co-geração e dos resultados positivos dos leilões de energia. "Nossa preocupação são os marcos regulatórios e a autonomia das agências", afirmou o executivo.Sobre o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) do governo federal, "que muitos chamam de petróleo, aço e cimento", brincou Lopes, é correto afirmar que ainda não deu sinais de andar, mas o cenário para 2008 é mais positivo. "O PAC precisa de um tempo para maturação", disse.

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