IBX 50: procura por Petrobrás pode crescer

A procura pelas ações da Petrobras, AmBev e Vale do Rio Doce pode crescer caso o IBX 50, novo índice a ser lançado pela Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa), ganhe a atenção do mercado. Se a carteira do indicador estivesse valendo hoje, essas três empresas seriam as grandes vedetes.Todas elas já fazem parte do Ibovespa - índice que mede a valorização das ações mais negociadas na Bovespa, o principal índice para os investidores. Mas a estrela, nesse caso, é a Telemar, por apresentar maior liquidez. A diferença entre os indicadores é que o Ibovespa é baseado na negociabilidade dos papéis, enquanto o IBX leva em consideração o valor de mercado das companhias. As ações preferenciais (PN, sem direito a voto) e ordinárias (ON, com direito a voto) da Petrobras responderiam por 24,20% do novo índice, caso ele existisse hoje.Logo atrás viriam AmBev PN (7,76%) e Vale PNA (7,51%). O IBX 50 será lançado em janeiro de 2003, com 50 ações. a intenção da Bovespa é torná-lo uma opção ao indicador tradicional e um benchmark para os gestores de fundos. A metodologia é a mesma do IBX 100, existente hoje, porém o número de papéis da carteira é menor. Segundo a Bolsa paulista, isso ajudaria o gestor a replicar o índice.Telecom teria 2o maior pesoO setor de telecomunicações teria o segundo maior peso no IBX 50, de 19,41%, somente atrás do segmento de petróleo, com 24,20%. Em seguida viriam bancos (14,43%) e mineração (13,56%). Empresas com participações de algum destaque no Ibovespa teriam representatividade bem menor no IBX 50. É o caso de Net PN (0,12%) e Embratel PN (0,18%).Índice pode não ser atraente par fundaçõesO IBX 50, índice de ações que será lançado em janeiro de 2003 pela Bovespa, pode não ser atraente para balizar os investimentos dos fundos de pensão. A opinião é de Lauro Araújo, líder da Mercer Investment Consulting, empresa especializada no acompanhamento do setor.O novo indicador será composto pelos 50 papéis mais negociados no pregão paulista em termos de número de transações e volume financeiro, ponderados pelo valor de mercado da parcela disponível para negociação - free float (veja links abaixo). "Numa primeira análise o índice parece ser concentrado. Se for, não é bom para as fundações", afirmou.Ele lembrou que a legislação vigente impede que os fundos de pensão - principais investidores do mercado de capitais - concentrem mais do que 5% do patrimônio líquido total em uma determinada ação. Uma fundação que tenha, por exemplo, 40% do seu patrimônio alocado em ações, não poderia destinar mais do que 12% dessa fatia para um único papel."Se um índice tem mais do que 12% em uma só ação, não serve como benchmark para as fundações", completou. Araújo avalia que a característica de grande concentração não atrai também os gestores especialistas. "Em geral esses profissionais buscam um índice largo, e não restrito, para não ficarem na mão das blue chips."

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