IBX: melhor que Ibovespa para fundos

O Índice Bovespa (Ibovespa) é a principal e a mais conhecida referência da variação das ações mais negociadas na Bolsa de São Paulo. Em torno dele giram também fundos de ações cuja rentabilidade procura reproduzir, no caso de passivos, ou superar, se ativos, a variação do índice. Embora menos conhecido, de algum tempo para cá outro índice, o Índice Brasil (IBX), também tem prestado a esse papel e com maior eficiência ao objetivo dos fundos.As seguidas remodelações no Ibovespa ao longo deste ano, principalmente a saída das ações da Telebrás, tornaram mais difícil o trabalho de quem administra fundos passivos, aqueles que buscam compor a carteira de forma igual à ponderação do índice. "A saída dos papéis da Telebrás, com peso de quase 45% no índice, seguida da de Telesp, com participação em torno de 10%, foi a grande mudança", comenta o diretor da CCF Brain, Rogério Bastos. A substituição desses papéis por outros de menor peso fez com que o Ibovespa passasse a ter maior abrangência e diluísse o risco para o investidor que aplica em fundos passivos ligados ao índice."Ficou mais difícil para o administrador reproduzir no rendimento do fundo a variação do índice, porque, antes, com oito ou dez ações principais do mercado, tinha-se 95% do índice." A abrangência do Ibovespa foi ampliada, mas o IBX é um índice ainda mais representativo do universo de ações da Bolsa pelo simples fato de que esse índice carrega 100 ações, enquanto o Ibovespa é calculado pela ponderação da variação de 57 ações. IBX: pouco conhecimentoTambém reforça a representatividade do IBX a escolha dos papéis pelo valor de mercado das empresas. A falta de charme do IBX e, por tabela, de fundos atrelados a ele, está no fato de que o índice é pouco conhecido e divulgado pela mídia, que concentra o foco no Ibovespa, comenta o administrador de Recursos de Renda Variável da Lloyds Asset Management, André Caminada. Ele afirma que o fundo que tem como referência o IBX é mais indicado para o investidor, principalmente para aplicação de médio e longo prazo, porque está sujeito a oscilações menos bruscas. "O Ibovespa, por ter menos ações, é mais agressivo, oscila mais bruscamente que o IBX."

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