ICMS sobre petróleo no RJ pode levar Shell a rever projetos

A Shell poderá rever seus projetos de investimentos na exploração de petróleo no Brasil se o governo do Rio mantiver a nova lei que tributa a produção de óleo em 18%. O presidente da Shell Brasil, Aldo Castelli, admitiu hoje, em evento comemorativo dos 90 anos da empresa no País, que o prejuízo com o imposto seria de aproximadamente US$ 10 milhões anuais. "Isso dificulta investimentos", comentou Castelli. Segundo ele, a própria presença da Shell na quinta rodada de licitações da Agência Nacional de Petróleo (ANP) em agosto vai depender do encaminhamento da polêmica. "Não estamos atrelando a participação ao imposto, mas certamente teremos que avaliar os investimentos sob esta nova ótica", disse. O executivo, entretanto, disse estar otimista com a possibilidade de o governo encontrar uma solução para a polêmica antes da realização do leilão da ANP. "Estamos confiantes nisso", disse. Segundo ele, por conta desta confiança, está mantido o início da produção da primeira plataforma da Shell no País, no campo de Bijupirá -Salema, na Bacia de Campos. O campo inicia suas operações entre a última semana de julho e a primeira de agosto produzindo 70 mil barris de óleo por dia. "Não quero mudar a data (de início de produção), mas no momento está tudo em aberto, até a gente entender para onde estamos caminhando", disse.

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