André Dusek/Estadão
André Dusek/Estadão

Idade mínima da mulher na transição crescerá 1 ano a cada biênio e não 11 meses, diz relator

Leitura do parecer deve começar só à tarde já que a oposição prometeu obstrução

Idiana Tomazelli, Adriana Fernandes e Igor Gadelha, O Estado de S.Paulo

19 de abril de 2017 | 10h13

BRASÍLIA - O relator da reforma da Previdência na Câmara, deputado Arthur Maia (PPS-BA), afirmou que seu parecer, que será lido nesta quarta-feira na comissão especial, terá uma alteração na regra de transição para mulheres. Segundo ele, a idade mínima inicial da transição começará em 53 anos e crescerá um ano a cada biênio. Ontem, a proposta dele previa que essa idade cresceria 11 meses a cada biênio.

Em rápida entrevista ao chegar à Câmara, Maia afirmou também que a idade mínima para as trabalhadoras rurais será mantida em 60 anos, como comunicado por ele ontem. Como mostrou o Broadcast, notícias em tempo real do Grupo Estado, a bancada feminina na Casa, composta por 55 deputadas, sendo 42 da base aliada, promete pressionar o governo para reduzir a idade mínima das trabalhadoras rurais.

O relator previu ainda que seu parecer possivelmente será votado na próxima semana na comissão especial da Câmara. Após a leitura do relatório hoje, Arthur Maia já espera que a oposição peça vistas do documento por duas sessões, o que inviabilizaria o início da discussão e votação do parecer nesta semana

Leitura. Assessores da comissão especial da Reforma da Previdência na Câmara dos Deputados preveem que a leitura do parecer do deputado Arthur Oliveira Maia (PPS-BA) não começará antes das 12h. Isso porque a sessão, que já está atrasada, deve contar com uma atuação pesada da oposição para obstruir os trabalhos.

Na mesa da comissão, já há quatro requerimentos para serem votados, um deles para exigir votação nominal em todos os pleitos. A secretaria da comissão também espera requerimentos para retirada da leitura de pauta, instrumentos corriqueiros do chamado "kit obstrução". Os parlamentares contrários ao governo ainda podem recorrer a diversas questões de ordem para atrasar ainda mais o início da leitura do parecer. 

 

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