Idec: alta de tarifas bancárias pode chegar a 83%

Levantamento sobre o custo das tarifas avulsas cobradas pelos seis maiores bancos do País mostrou que, apesar de algumas reduções pontuais nos valores, o conjunto serviços avulsos mais utilizados pelos clientes subiu nos últimos cinco anos e uma tarifa avulsa específica, referente ao custo da "concessão de adiantamento", compensou as demais quedas. De 2008 a 2013, o reajuste da concessão de adiantamento subiu 83%, mais do que a inflação medida pelo IPCA acumulado no período (32,34%). As informações são do Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec), que considerou tarifas do Banco do Brasil, Bradesco, Caixa Econômica Federal, HSBC, Itaú e Santander.

AE, Agencia Estado

20 de agosto de 2013 | 14h09

O Idec selecionou as dez tarifas avulsas mais utilizadas em 2012, segundo extratos bancários de voluntários, e compôs um pacote referencial comparável entre todos os bancos. Apesar da redução do preço de várias tarifas, o pacote referencial apresentou reajuste entre 13% e 36%, na comparação com os valores de 2008. "Essa variação é provocada pelo elevado reajuste que a tarifa para concessão de adiantamento ao depositante sofreu (entre 43% e 83%)", diz o levantamento. A alta de 83% na concessão de adiantamento foi aplicada pelo Bradesco. O menor reajuste desta tarifa avulsa foi o do HSBC, que mesmo assim aumentou em 43% de 2008 para 2013.

"Quando um banco anuncia que reduziu uma tarifa, temos que olhar que essa redução não chegou as pacotes e que uma única tarifa, bastante frequente, praticamente compensou as reduções das demais", explicou Ione Amorim, economista do Idec responsável pelo estudo.

Os serviços avulsos são utilizados pela maioria dos consumidores e respondem por 38% dos gastos com tarifas, segundo dados de extratos bancários fornecidos por voluntários. O estudo aponta que a tarifa que gerou o maior desembolso de caixa dos consumidores foi a de concessão de adiantamento ao depositante (R$ 51,80, no Santander). O serviço mais usado entre os avulsos foi a transferência de operações de DOC, a maior parte de forma eletrônica.

O pacote referencial de menor valor em 2013 é o da Caixa (R$ 98,70), com correção de 13%. Já o pacote referencial com maior valor foi o do HSBC (R$ 143,91), que teve variação de 21%. A maior variação de preço no período (36%) ficou com o pacote referencial do Bradesco.

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