Idec: camisinha brasileiras estão mais seguras

Recentemente, o Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec) divulgou uma análise envolvendo 28 preservativos similares vendidos no Brasil, Argentina, Uruguai e Bolívia. Os testes fazem parte de uma ação conjunta, que contou com a participação do Idec, da Universidade de Brasília e de entidades de consumidores locais, e têm como objetivo avaliar a segurança deste método anticoncepcional, que tem ainda um papel fundamental na prevenção da Aids e de outras doenças sexualmente transmissíveis.A análise revelou que as camisinhas brasileiras estão mais seguras, finas e baratas em comparação aos produtos que eram vendidos no país em 1996. Essa conquista foi alcançada, em grande parte, pela luta dos movimentos de defesa do consumidor para que algumas medidas fossem tomadas, a fim de evitar que preservativos de qualidade inferior fossem introduzidos no Brasil. Entre elas estão a certificação obrigatória da qualidade dos preservativos e a adoção de uma fiscalização mais rigorosa.A situação mais grave foi detectada no Uruguai, onde apenas dez das 18 camisinhas testadas são seguras. Elas demonstraram problemas em alguns ensaios, como furos ou extrema facilidade para estourar. Muitos preservativos que apresentaram problemas no Uruguai são importados da Argentina. Entretanto, entre os produtos avaliados naquele país, todos foram considerados seguros. Na Bolívia, das três marcas avaliadas, somente a Pantera foi reprovada num dos ensaios, que avaliou a capacidade da camisinha estourar durante o uso.Durante este mês, autoridades sanitárias e fabricantes de preservativos dos quatro países que participaram do teste estão reunidos em Brasília, com o objetivo de preparar uma nova norma que traçará os parâmetros para a comercialização desses produtos no Mercosul.

Agencia Estado,

22 de novembro de 2000 | 19h37

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