''''Idéia é que traz dinheiro''''

Ex-garçom e colunista social comanda empresa de R$ 1 bi

O Estadao de S.Paulo

08 de dezembro de 2007 | 00h00

O empresário libanês Chaim Zaher, que com a mulher controla 70% do Sistema Educacional Brasileiro (SEB) - mais conhecido como Grupo COC -, já foi garçom, colunista social e dono de uma empresa de limpeza de orelhões. Entrou no ramo de educação como assessor de um cursinho de Araçatuba, interior de São Paulo. Foi crescendo até virar franqueado do Objetivo nos anos 70. Em 1986, veio a oportunidade de ouro: a compra do Cursinho Osvaldo Cruz, de um grupo de médicos de Ribeirão Preto (SP). Zaher expandiu e diversificou os negócios. Hoje, a empresa atua em todos os níveis da educação, do básico ao superior. Com faturamento para este ano estimado em R$ 139 milhões, o SEB é uma das menores empresas de capital aberto do País - e já vale R$ 1 bilhão. As ações começaram a ser negociadas a R$ 33 e hoje valem R$ 24,75. Mas, com os R$ 288 milhões arrecadados na oferta primária e planos agressivos de expansão, o SEB espera reverter a queda no início do ano que vem. "Na educação, é possível ter uma perspectiva de como será o ano nos primeiros meses, com as matrículas", diz o diretor de Relações com Investidores, Marco Rossi, que promete crescimento de 94% em 2008. "A reversão virá com a execução do plano de negócios." Zaher costuma dizer que dinheiro não traz idéia. E, sim, o contrário. A mesma teoria vale para a Positivo Informática. A idéia de criar uma fabricante de computadores no fim dos anos 80 nasceu da cabeça de um jovem de 27 anos, recém-saído de um mestrado, e foi "comprada" por um grupo de professores visionários. Duas décadas depois, a empresa é um dos grandes sucessos da Bolsa. Helio Rotenberg, hoje com 46 anos, entrou para a sociedade com participação igual à dos professores. Foi um negócio indiscutivelmente bom. Antes do IPO, os cinco sócios tinham 100% de uma empresa que valia cerca de R$ 2 bilhões. Hoje têm 70% de um negócio com valor de mercado duas vezes maior. Uma parte pequena da oferta - R$ 66 milhões - ficou na fábrica para futuros investimentos. Os outros R$ 538 milhões foram para o bolso dos acionistas. "Sucesso é efeito colateral. Você acha que Vinícius de Moraes sabia quantas cópias ia vender quando compôs Garota de Ipanema? Acho que não", diz o ex-professor de matemática Oriovisto Guimarães, um dos fundadores do Grupo Positivo.

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