''Ideias ruins na propaganda merecem o lixo''

O presidente da rede BBDO para a América do Norte assumiu este ano o papel de durão no Festival de Cannes

, O Estadao de S.Paulo

27 de junho de 2009 | 00h00

O presidente de júri que, este ano, assumiu o papel de durão foi o americano David Lubars, presidente da rede BBDO para a América do Norte. Não chega a ser novidade. Todos os anos, um deles se destaca na função de querer pôr ordem nas disputas e negociações de bastidores dos jurados em defesa de seus países. Quando os júris que comandou - impressos e filmes - apresentaram as listas prévias, ele mandou cortar pela metade. Não estava disposto a distribuir Leões de qualquer jeito. Lubars declarou que aprecia a produção brasileira. Quem merecia o prêmio máximo, o Grand Prix?Em anúncios impressos, a minha peça preferida era um anúncio do Brasil (da AlmapBBDO para a Escola Panamericana de Artes), mas ela não ganhou. Os jurados preferiram o anúncio da Wrangler. Por que o Brasil não chegou lá?Houve uma discussão intensa dos jurados. Não ficaram somente entre uma e outra peça. Três trabalhos ficaram na disputa final. As peças da Wrangler, da Alka Seltzer e da Latin Stock (também do Brasil, da DM9DDB).Três candidatos com o mérito do frescor para estar lá, na disputa.Qual é a atual tendência da propaganda?Isso é uma bobagem. O que há são boas ideias. As que funcionam são as que chegam ao consumidor e dão o seu recado. As outras merecem o lixo.

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