IED na China cai no 1o semestre puxado por setor imobiliário

As entradas de Investimento Estrangeiro Direto (IED) na China caíram 3 por cento no primeiro semestre de 2012 em relação ao mesmo período do ano passado, amplamente como resultado das ações de Pequim para deter a entrada de especulares no superaquecido setor imobiliário.

Reuters

20 de julho de 2012 | 13h23

A diminuição das entradas de fluxos é mais um sinal da intensificação dos obstáculos enfrentados pela segunda maior economia do mundo, ao passo que o crescimento global desacelera, e os números divulgados pelo Ministério do Comércio nesta terça-feira seguem outros dados que mostraram que a economia da China está perdendo força.

Apesar da queda do investimento, Pequim mostrou satisfação de que pelos menos as ações para acalmar o setor imobiliário estão tendo algum efeito.

"A queda de 3 por cento no IED nos primeiros seis meses é principalmente devido à diminuição dos investimentos no setor imobiliário, o que é resultado de medidas macroeconômicas", afirmou o porta-voz do Ministério do Comércio Shen Danyang em entrevista coletiva.

"Nós não podemos dizer que é algo ruim."

A China atraiu 59,1 bilhões de dólares em IED entre janeiro e junho, com as entradas de fluxo de junho caindo 6,9 por cento em relação ao mesmo mês do ano passado, atingindo 12 bilhões de dólares.

(Reportagem de Aileen Wang e Kevin Yao)

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