IED volta a superar déficit na conta-corrente

BRASÍLIA

Adriana Fernandes e Fabio Graner, O Estado de S.Paulo

26 de maio de 2011 | 00h00

Pelo terceiro mês consecutivo, o saldo de Investimento Estrangeiro Direto (IED), recursos externos direcionados para a produção no Brasil, superou o déficit na conta-corrente do balanço de pagamentos, que registra todas as transações de bens, serviços e rendas do País com o exterior.

De acordo com dados divulgados ontem pelo Banco Central, o IED teve saldo positivo de US$ 5,51 bilhões em abril, recorde para o mês na série iniciada em 1947 e acima do esperado pelo BC. Enquanto isso, o rombo na conta-corrente ficou em US$ 3,49 bilhões, abaixo do esperado pela autoridade monetária por causa do bom desempenho da balança comercial e da menor remessa de lucros ao exterior.

Com o resultado de abril, o primeiro quadrimestre de 2011 e o saldo em 12 meses no IED registraram recordes na série e mais que compensaram o saldo negativo nas contas externas. O governo e os analistas consideram que a situação do País é mais saudável quando o déficit externo é coberto em sua totalidade pelo investimento direto, que é uma fonte de dólares de longo prazo, que não sai a qualquer solavanco no mercado financeiro.

O chefe do departamento econômico do Banco Central, Túlio Maciel, atribuiu o resultado "significativo" do IED aos bons fundamentos da economia. Segundo ele, o resultado converge com a projeção de US$ 55 bilhões de ingressos para o ano.

Oportunidades. Para o economista da Tendências Consultoria Silvio Campos Neto o forte desempenho do investimento direto no Brasil está relacionado ao fato de o País estar crescendo mais que a maioria dos países e ter muitas oportunidades de negócios. Ele lembrou que desde setembro do ano passado o IED tem vindo forte.

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