Iedi chama atenção para desaceleração no varejo

O Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial (Iedi) interpreta que "os dados do comércio varejista divulgados hoje pelo IBGE não sancionam o diagnóstico de forte aceleração do consumo interno nos primeiros meses de 2008, algo que parecia ser confirmado a partir dos resultados dos meses de janeiro e fevereiro". O Iedi reconhece o crescimento recorde (12%) das vendas no varejo no primeiro trimestre em relação a igual período do ano passado, mas coloca o foco na comparação de março contra o mesmo mês do ano passado e conclui que há uma acomodação da expansão do "comércio varejista ampliado" (que inclui automóveis, motos, autopeças e material de construção). "Se a análise recai sobre o indicador mensal (variação frente ao mesmo mês do ano anterior), em março houve uma desaceleração nas vendas do comércio varejista ampliado, já que a taxa de crescimento foi de 12,1%, frente aos percentuais de 14,5% observado em janeiro e 18,5% em fevereiro", diz texto da "Análise IEDI". "Essa desaceleração foi de abrangência quase que geral, excetuando-se o setor de ''Alimentos e bebidas''", reforça o texto.A desaceleração "parece ter sido pontual" no setor onde a redução do ritmo foi maior nesse tipo de indicador em março, o de ''Veículos e motos, partes e peças'', diz o Iedi. O argumento é de que a Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) já informou que as vendas do setor voltaram a crescer mais fortemente em abril.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.