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Iedi: commodities puxam 86% do aumento da exportação

Os setores de matérias primas, agricultura tropical, produtos animais, intensivo em capital, químico e petrolífero, que são ligados a commodities internacionais, foram responsáveis por 86,3% do aumento de US$ 12,1 bilhões das exportações brasileiras no primeiro semestre deste ano na comparação com igual período de 2006. Segundo análise do Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial (Iedi), os setores industriais onde não prevalecem produtos primários e commodities industriais praticamente deixaram de contribuir para a ampliação das vendas externas."Hoje se perde dinamismo exportador em setores industriais; amanhã a perda avança para os investimentos e a produção interna dos setores de maior industrialização atingindo também a geração de empregos mais qualificados, o que leva a graves renúncias de potencialidades para um maior desenvolvimento econômico", ressalta o instituto, sobre o resultado.O levantamento do Iedi, que adota a classificação dos setores exportadores usada pelo Banco Mundial, destaca a contribuição das matérias-primas (minério de ferro, principalmente) com 16,9% de aumento das vendas externas no primeiro semestre ante igual período do ano passado. SetoresNa seqüência, aparecem os setores intensivo em capital (aço, manufaturados de ferro, couro e produtos da borracha), com 14,2%; cereais e outros (soja e milho), com 13,8%; produtos animais (carne bovina e de frango), com 12,2%; química (álcool, plásticos, hidrocarbonos), com 10,8%; agricultura tropical (café e açúcar), com 10,4%; e petróleo, com 8%.Os setores intensivo em trabalho (calçados e vestuário), com 3,3%; maquinaria-veículos-rodoviários (veículos automotores e autopeças), com 1%; maquinaria-demais (bens de capital), com 4,9%; maquinaria-outros de transporte (aviões), com 3,2%; tiveram apenas contribuições marginais, de apenas 10,1% do aumento total das exportações. Já o setor de maquinaria-eletro-eletrônica foi o único que contribuiu negativamente para as exportações, com queda de 2,1%, influenciada pela redução das vendas externas de celulares.

RODRIGO PETRY, Agencia Estado

14 de agosto de 2007 | 16h05

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