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Iedi destaca que juros ainda estão elevados

As taxas de financiamento caíram ligeiramente, mas ainda estão muito elevadas para as pessoas físicas e jurídicas. A avaliação é de economistas e especialistas em finanças pessoais. Um estudo do Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial (Iedi) prevê que a Selic, a taxa básica de juros da economia, caia a 18% em dezembro e os spreads ? diferença entre o custo de captação e de empréstimo ? cobrados pelo banco permaneçam no mesmo patamar ? a taxa média de juros reais nos créditos para as famílias será de 62% ao ano, na entrada de 2004.O coordenador do curso de finanças pessoais do Ibmec Business School, Roberto Zentgraf, calcula que uma taxa anual desta ordem representará um juro mensal de 4%. "Isso alivia é claro, comparado às taxas atuais, mas ainda é um abuso. Não é uma coisa civilizada", comenta o especialista. Segundo ele, se um cliente pegar R$ 100,00 com juros mensais de 4% e pagar depois de 48 meses irá desembolsar R$ 657,00. Caso aplicasse o mesmo valor, recebendo taxa média de 1%, com as atuais, teria ao fim do mesmo período R$ 161,00 na conta.Desde o fim de junho para cá, a taxa básica de juros, a Selic, foi reduzida em 6,5 pontos porcentuais, para os atuais 20%. Em paralelo, o governo adotou medidas para ampliar o crédito às pessoas físicas e reduziu o compulsório dos bancos, de 60% para 45%. Até agosto, os juros ao ano para as pessoas físicas caíram, em média, de 83,7% para 74,5%, conforme a pesquisa do Iedi. Isso se deveu, basicamente, a uma redução de 6,4% nos spreads, diz o instituto. O spread, explica o diretor-executivo do Iedi, Júlio Sérgio Gomes de Almeida, inclui desde os impostos sobre a intermediação financeira, custo bancário, compulsório cobrado pelo Banco Central (BC) e lucro dos bancos.

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