Iedi faz novo alerta sobre prejuízo com exportações

A forte valorização do real pode "restringir, abortar ou reverter" o processo de diversificação das exportações brasileiras, segundo estudo do Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial (Iedi) sobre o impacto da taxa de câmbio na indústria. Neste começo de mês, o câmbio está cotado a R$ 2,11, contra uma taxa de R$ 2,64 no início de março de 2005. O receio dos empresários é o de que setores que passaram a exportar percam competitividade em função dessa taxa.Nos dois primeiros meses deste ano, o diretor-executivo do Iedi, Júlio Sérgio Gomes de Almeida, ainda não detectou nenhum movimento significativo de recuo nas exportações, seja de setores industriais maiores ou de menores. "Isso não ocorre da noite para o dia", afirmou Almeida, ponderando que leva algum tempo até uma empresa deixar de exportar. No caso de grandes empresas, como as do setor automobilístico ou de bens de capital, essa decisão só ocorre no longo prazo. Longo prazoNo longo prazo, entretanto, o Iedi pondera que setores industriais sem tradição exportadora poderão se voltar para o mercado doméstico, o que prejudicará o desempenho das contas externas brasileiras. Em 2005, o saldo comercial do País cresceu 33% em relação a 2004, com um superávit de US$ 44,8 bilhões, resultante de US$ 118,3 bilhões em exportações e de US$ 73,5 bilhões em importações.

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