Iedi: indústria da transformação agregou pouco valor

O crescimento de 5,4% do PIB no ano passado supera a média dos últimos quatro anos, de 3,5%, e se aproxima da taxa de 7%, considerada como a taxa objetivo para um país com a força e a diversidade econômica de que o Brasil dispõe, avalia o Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial (Iedi). Para a entidade, a recuperação da indústria da transformação, que teve alta de 5,1%, é um dos principais pontos positivos, uma vez que esse segmento registrou elevação de apenas 2% em 2006."Foi essa variação o fator individual mais destacado para que o PIB global do país transitasse da taxa de 3,8% em 2006, para o já observado crescimento de 5,4% no ano seguinte", destacou o Iedi, em nota.O Iedi, contudo, pondera: esse crescimento da indústria da transformação não tem resultado na fabricação de produtos com maior valor agregado. "Em outra conseqüência do câmbio valorizado, pode estar ocorrendo um empobrecendo das cadeias industriais de produção em um silencioso processo que a alta performance do crescimento da produção mormente na indústria parece não confirmar", cita o texto.A análise dos números do PIB mostra que enquanto a indústria da transformação teve aumento real de 6%, o crescimento real do valor adicionado do segmento foi menor e ficou em 4,9%. "Cresce a produção, porém com menor agregação de valor", conclui.

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