Iedi: indústria forte em tecnologia tem déficit comercial

A indústria de transformação com maior intensidade tecnológica foi a que contribuiu mais negativamente para o saldo comercial brasileiro de 2007, de acordo com levantamento do Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial (Iedi). O segmento, que engloba produtos farmacêuticos, de informática e instrumentos de precisão, registrou um incremento de 25,8% em seu déficit comercial em relação a 2006, para US$ 14,8 bilhões. Apenas a indústria aeronáutica, dentro desta classificação, obteve superávit.Em contrapartida, o superávit comercial obtido pelos produtos industriais com baixa tecnologia cresceram 8,87%, totalizando US$ 34,761 bilhões. Essa categoria de intensidade tecnológica foi a única que apresentou crescimento no ano passado em relação a 2006. O resultado, diz o Iedi, é "decorrência do histórico favorável desses produtos no mercado internacional, principalmente dos setores de alimentos associados ao agronegócio, no qual o Brasil dispõe de vantagens notórias".Já o segmento de média-alta tecnologia registrou o maior avanço em seu déficit comercial, que saltou de US$ 897 milhões, em 2006, para US$ 10,344 bilhões, no ano passado, o que significou um incremento de 1053%. "O segmento químico experimentou um aumento no déficit comercial de tal magnitude que o superávit da indústria automobilística não conseguiu fazer frente." O Iedi acrescenta que o avanço dos investimentos incrementou as importações de máquinas e equipamentos mecânicos e elétricos, contribuindo para a alta do déficit.A balança comercial de produtos com média-baixa tecnologia se manteve superavitária no ano passado, mesmo registrando uma queda de 12,8% em seu saldo positivo. De acordo com o levantamento, o setor registrou um superávit de US$ 9,185 bilhões, impulsionado por produtos metálicos, que compensaram o déficit de carvão, petróleo refinado, produtos plásticos e borracha.O Iedi utilizou a classificação por intensidade tecnológica adotada pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), que permite analisar a indústria segundo o conteúdo tecnológico dos setores.

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