Iedi não acredita que alta do PIB é sustentável

O Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial (Iedi) considera a alta de 1,4% do Produto Interno Bruto (PIB) no primeiro trimestre, na margem, um bom resultado, ancorado principalmente, na expansão da indústria, de 1,7% na mesma base de comparação. Em comunicado, a entidade afirma que, apesar do número positivo, não há sinais de que a indústria mantenha o mesmo desempenho no segundo trimestre.Para o Iedi, a manutenção da política de redução de juros continua a ser fundamental para que a trajetória de expansão do PIB se sustente ao longo do ano.Segundo o instituto, alguns resultados devem ser destacados entre os dados divulgados nesta quarta-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE): em relação ao primeiro trimestre de 2005, contribuíram decisivamente para expansão da economia, que foi de 3,4%; importantes setores empregadores, como transportes, com 3,6%; comércio varejista, com 4,8%; e, sobretudo, construção civil, com 7% - este impulsionado por medidas de ampliação do crédito e barateamento de insumos e materiais. Outro ponto que merece destaque, na indústria, na mesma base de comparação, é o desempenho da extrativa mineral, beneficiado pelo aumento na produção de petróleo e gás, ligado à estratégia de auto-suficiência da Petrobrás, e minério de ferro, beneficiado pelo desempenho favorável do comércio internacional. Em terceiro lugar, quanto aos componentes da demanda, o consumo das famílias teve uma expansão menor que a esperada, de somente 0,5% em relação ao trimestre anterior. O crescimento do investimento, de 3,7%; "é um resultado que deve ser louvado", pois reduz os possíveis riscos de inflação de demanda. Já a contribuição do setor externo, próxima a zero, não surpreendeu.

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