Iedi reduz perspectiva de crescimento para indústria em 2005

Os dados da produção industrial de setembro mostram que o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) neste ano "dificilmente ficará acima de 3%", segundo avalia o diretor executivo do Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial (Iedi), Julio Sérgio Gomes de Almeida. Para ele, a produção industrial terá um resultado "pífio" em 2005 e não deverá crescer acima de 2,5%. O Iedi chegou a projetar um aumento de 4% na produção para o ano. Para Gomes de Almeida, os resultados virão abaixo das expectativas por causa dos juros altos e da valorização do câmbio, os mesmos motivos apontados por ele para o mau desempenho industrial em setembro. Além disso, ele aponta um possível atraso de encomendas do comércio para o Natal como um dos motivos dos dados ruins do mês. Gomes de Almeida acredita também que pode estar ocorrendo um esgotamento das alternativas de crédito, com maior desconfiança dos consumidores e mais receio de inadimplência das cadeias de varejo, com reflexos negativos na produção. Para o diretor executivo do Iedi, no curto prazo é preciso reduzir os juros mais rapidamente, para a recuperação do ritmo industrial. Ele sugere um "choque de expectativas" do governo para reaquecer a economia, que incluiria redução dos juros e maiores investimentos em infra-estrutura. Sugere ainda medidas que compensem o câmbio valorizado para os exportadores, como resolução do problema de créditos acumulados do ICMS. De qualquer maneira, Gomes de Almeida acredita que os dados de novembro e dezembro da indústria virão melhores, porque teve informações que a demanda no varejo tem crescido em novembro e as encomendas possivelmente atrasadas do Natal podem ter sido efetivadas.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.