IFC defende mais privatizações em infra-estrutura na AL

A solução para o caos do tráfego aéreo no Brasil é a combinação de melhor administração e mais recursos para o setor, na opinião do gerente da Corporação Financeira Internacional (IFC, na sigla em inglês) para infra-estrutura, Gabriel Goldschmidt. Ele afirma que a entidade (que é o braço do Banco Mundial para o setor privado) gostaria de ver mais privatizações na América Latina, mas não arrisca dizer que o melhor encaminhamento para a Infraero ou aeroportos seria a privatização. "Não sei o que a sociedade e o governo vão escolher. Vejo alguma abertura para tentar a participação privada", resumiu para investidores em Nova York."Infra-estrutura é chave para garantir crescimento sustentado", pondera o executivo. O Brasil, por exemplo, "lutou por vários anos para desenvolver uma estrutura como PPP (parceria público-privada), mas apenas agora está lentamente tendo projetos estruturais."Para o executivo, um ponto importante no País é que há uma maior conscientização de que a questão do sistema aéreo é "importante, fundamental e urgente". Goldschmidt, que vive no Rio de Janeiro, acredita que "há grande consenso no País, usuários e governo, de que alguma coisa precisa ser feita" no setor. No entanto, ele prevê que nos próximos anos, grande parte da solução para o sistema de tráfego aéreo irá continuar nas mãos públicas.Na América Latina como um todo, Goldschmidt avalia que o "setor público não é capaz de lidar sozinho com as necessidades maciças de investimento na América Latina". Por esta razão é que a entidade gostaria de ver " mais privatização e PPPs na região".Embora a AL esteja em "corrida constante para se posicionar como um produtor de baixo custo logístico, fica atrás de regiões, como a Ásia, em investimento em infra-estrutura", observa. A região investe menos de 2% do PIB em infra-estrutura. A Ásia investe entre 3% a 6% do PIB na área.

NALU FERNANDES, Agencia Estado

25 de outubro de 2007 | 14h34

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