Gabriela Biló/Estadão
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ESG

Coluna Fernanda Camargo: É necessário abrir mão do retorno para fazer investimentos de impacto?

Gigante inglesa SSP abrirá 18 lojas de alimentação em aeroportos brasileiros

Grupo inicia operações no País ainda este mês com a inauguração do primeiro de seis restaurantes e lojas no Galeão (RJ); outras seis unidades serão abertas em maio em Guarulhos (SP) e mais seis estão sendo planejadas para Salvador (BA)

Marcia de Chiara, O Estado de S. Paulo

20 de abril de 2019 | 05h00

A multinacional inglesa SSP, uma das maiores operadoras de restaurantes e lojas de alimentação nos aeroportos e nas estações de trem do mundo todo, está desembarcando no Brasil nos aeroportos internacionais de Guarulhos (SP), Galeão (RJ) e Salvador (BA). O Estado apurou que até o final deste mês será inaugurado o primeiro de seis restaurantes e lojas voltadas para o segmento de alimentação no aeroporto do Galeão (RJ). As demais serão abertas até meados do ano. No aeroporto de Guarulhos (SP) estão previstas seis lojas que devem começar a funcionar até o fim de maio.

Entre as oito marcas internacionais previstas para os dois aeroportos estão a cafeteria Ritazza; o restaurante contemporâneo Factory Bar & Kitchen; as padarias Upper Crust e Jamie’s Deli, do chef Jamie Oliver; a italiana Barzetti; a mexicana Mi Casa Burritos; a marca de cachorro-quente Monty’s Dogs & Cones; e a Camden Food, que serve refeições rápidas.

Quem circula atualmente pelo aeroporto de Guarulhos já pode ver indicações nos tapumes de que as marcas Factory e Jamie’s Deli estarão funcionando “em breve”.

Em novembro, a empresa presente em 33 países – com quase 40 mil empregados e faturamento no ano passado de 2,5 bilhões de libras (cerca de R$ 12 bilhões) –, anunciou em comunicado que entraria na América do Sul nos aeroportos de Guarulhos (SP) e Galeão (RJ). De acordo com o comunicado, a companhia fez uma joint venture com a Duty Free Americas e assinou contratos de nove anos com os dois aeroportos.

Marcas locais. Além de Guarulhos e Galeão, o Estado apurou que estão sendo planejadas seis lojas no aeroporto internacional de Salvador (BA), onde serão desenvolvidas marcas locais com um toque brasileiro. Em seu site, a empresa destaca que a prática é comum atuar com marcas com características locais para tornar os restaurantes dos aeroportos mais aconchegantes.

Nos cálculos de especialistas, o investimento em 18 lojas previstas para os três aeroportos brasileiros somaria entre R$ 35 milhões e R$ 45 milhões. Um desembolso significativo num momento em que a economia brasileira patina, muitos empresários nacionais adiam projetos e os aeroportos operam abaixo do potencial.

No ano passado, 63,3 milhões de passageiros circularam pelos aeroportos de Guarulhos e Galeão, segundo dados da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac). 

Perspectiva

“Eles estão plantando em terreno fértil”, afirma Cristina Souza, diretora executiva da GS&Libbra, empresa especializada em food service do Grupo GS&Gouvêa de Souza. Apesar da lenta recuperação da economia, ela enfatiza que o brasileiro continua viajando de avião e usando serviços de alimentação nos aeroportos.

Na opinião da consultora, o movimento recente da International Meal Company (IMC), outra gigante do setor de food service – dona de marcas como Viena e Frango Assado e de restaurantes em rodovias do Estado de São Paulo – de iniciar entendimentos para a entrada do Grupo Sforza, do empresário Carlos Wizard, na companhia faz todo sentido.

Segundo Cristina, a IMC precisa de um parceiro para acelerar o crescimento de seus negócios provavelmente porque está pressionada pela chegada de um concorrente de peso.

Procurada, a IMC informou, por meio de nota, que não comenta a chegada da SSP nos aeroportos brasileiros. A assessoria de comunicação da SSP também não deu mais detalhes sobre os investimentos do grupo no País e limitou-se a reafirmar as informações divulgadas no comunicado.

O escritório especializado em arquitetura de varejo responsável pela implantação dos projetos das lojas, o Estúdio Jacarandá, também informou, em nota, que “por questões de confidencialidade não comenta trabalhos em andamento”.

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