IGP-10 acelera 0,15% em junho após elevação no mês anterior

Indicador foi pressionado pela alta dos preços no varejo e na construção civil

Agencia Estado

18 de junho de 2007 | 14h17

O Índice Geral de Preços - 10 (IGP-10) subiu 0,15% em junho, ante alta de 0,09% em maio, segundo divulgou nesta segunda-feira, 18, a Fundação Getúlio Vargas (FGV). O resultado ficou abaixo do piso das previsões dos analistas do mercado financeiro ouvidos pela Agência Estado, que esperavam uma taxa entre 0,18% a 0,41%, e abaixo da mediana das expectativas (0,32%).O IGP-10 de junho, que teve alta de 0,15%, foi a maior taxa registrada nesse tipo de indicador desde abril deste ano, quando o índice subiu 0,18%. A FGV informou ainda os resultados dos três indicadores que compõem o IGP-10 de junho. O Índice de Preços pro Atacado - 10 (IPA-10), que representa 60% do total do IGP-10, teve deflação de 0,10% em junho, ante queda de 0,01% em maio. O IPA-10 de junho, que caiu 0,10% no mês, registrou a menor taxa desde abril do ano passado, quando o indicador caiu 1,10%.Os preços dos produtos agrícolas no atacado tiveram deflação de 0,90% em junho, ante queda de 2,58% em maio, no âmbito do IGP-10. Até junho, o IPA-10 acumula altas de 0,76% no ano e de 4,47% em 12 meses, segundo informou há pouco a Fundação Getúlio Vargas (FGV). Nesta segunda, a FGV anunciou o IGP-10 de junho, sendo que o IPA-10 representa 60% do total do IGP-10.De acordo com a fundação, os preços dos produtos agrícolas no atacado registram queda acumulada de 2,33% no ano, mas acumulam elevação de 9,85% em 12 meses até junho, no âmbito do IGP-10. A FGV informou ainda que, na análise dos preços por produtos, as altas mais expressivas no atacado, no IGP-10 de junho, foram registradas em óleo combustível (6,29%); leite in natura (7,15%) e soja em grão (1,67%). Já as mais expressivas quedas de preço no atacado foram verificadas em cana-de-açúcar (-7,42%); álcool etílico hidratado (-6,80%) e laranja (13,69%). VarejoO Índice de Preços ao Consumidor - 10 (IPC-10), que tem participação de 30% no total do IGP-10, apresentou elevação de 0,28% em junho, ante alta de 0,20% em maio. Este foi o maior resultado nesse tipo de indicador desde abril deste ano, quando o IPC-10 subiu 0,49%. No varejo, a taxa acumula aumentos de 2,68% no ano e de 3,40% em 12 meses até junho. O IPC-10 representa 30% do total do IGP-10. De acordo com a fundação, a aceleração na taxa do indicador, de maio para junho (de 0,20% para 0,28%) foi causada principalmente pela elevação de preços expressiva no grupo alimentação (de -0,55% para 0,49%), única classe de despesa a registrar fim de deflação de preços, no período. Os outros grupos apresentaram desaceleração ou queda de preços, como habitação (de 0,45% para 0,43%); vestuário (de 0,86% para -0,15%); saúde e cuidados pessoais (de 0,65% para 0,57%); educação, leitura e recreação (de 0,05% para -0,22%); transportes (de 0,43% para -0,27%) e despesas diversas (de 0,81% para 0,27%).Na análise por produtos, as altas de preço mais expressivas no varejo, no IGP-10 de junho, foram registradas em leite tipo longa vida (10,03%); cebola (20,49%) e batata-inglesa (6,29%). Já as mais significativas quedas de preço foram apuradas em tomate (-16,74%); beterraba (-20,89%); e laranja pêra (-7,38%). Construção CivilO Índice Nacional do Custo da Construção - 10 (INCC-10), que representa 10% do IGP-10, teve alta de 1,51% em junho, ante aumento de 0,44% em maio. Esta a maior taxa desde junho do ano passado, quando o índice teve aumento de 1,75%. O INCC-10 representa 10% do total desse indicador.Na construção civil, o INCC-10 acumula elevações de 3,33% no ano e de 5,09% em 12 meses até junho no âmbito do IGP-10. Hoje, a Fundação Getúlio Vargas (FGV) anunciou o IGP-10 de junho - sendo que o INCC-10 representa 10% do total do indicador.De acordo com a FGV, a aceleração na taxa do INCC-10, de maio para junho (de 0,44% para 1,51%) foi influenciada principalmente por aumento de preços expressivo no segmento de mão-de-obra (de 0,33% para 2,57%).A FGV esclareceu que, na avaliação do comportamento dos preços no âmbito de produtos, as altas de preço mais expressivas, na construção civil, dentro do IGP-10 de junho, foram registradas em ajudante especializado (3,06%); servente (2,26%); e pedreiro (2,43%). Já as mais expressivas quedas de preço foram apuradas em metais para instalações hidráulicas ( -0,69%); tubos e conexões PVC (-0,93%) e impermeabilizantes (-0,49%). Até junho, o IGP-10 registra elevações de 1,47% no ano e de 4,27% em 12 meses. O período de coleta de preços para o IGP-10 de junho foi do dia 11 de maio a 10 de junho.

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