IGP-10 de março fica em 0,18%

O IGP-10 de março ficou em 0,18%. No período, compreendido entre 11 de fevereiro e 10 de março, o IPA subiu 0,06%; o IPC, +0,32%; e o INCC, +0,54%. No ano, o IGP-10 acumula alta de 0,58%. O aumento do IPA, de fevereiro para março, foi o maior responsável pela alta do IGP-10, de 0,14% (fevereiro) para 0,18% (março). O IPA, em fevereiro, tinha ficado negativo em 0,05% e este mês ficou positivo em 0,06%. O INCC também subiu de 0,35% em fevereiro, para 0,54% em março. Mas o IPA tem 60% do peso do IGP-10, enquanto o INCC pesa apenas 10%. O IPC, terceiro componente do IGP-10, caiu de 0,47% para 0,32%, do mês passado para este mês. Para a redução do IPC, uma das maiores influências foi do grupo Habitação, cujos preços caíram de 1,22% (fevereiro) para 0,21% (março). O grupo de Educação, Leitura e Recreação também mostrou uma grande redução, de 1,95% (fevereiro) para 0,39% (março). Também caíram os preços dos grupos Vestuário, de -0,17% para -0,68% em março e Despesas Diversas, de +0,72% (fevereiro) para -0,07% (março). O contraponto a isso foi o grupo de Transportes que, apesar de continuar em deflação, mudou de ritmo, passando de -2,59% em fevereiro para -0,45% em março. A expectativa para este grupo é de alta em abril, já que houve aumento da gasolina em março. O chefe do Centro de Estudos de Preços da FGV, Paulo Sidney Melo Cota, disse que o impacto do aumento da gasolina no IGP-10 de abril será de 0,165 ponto porcentual. Ele prevê que o próximo IGP-10 fique entre 0,25% e 0,30%. A previsão de Cota para a inflação de todo o ano, tanto nos índices gerais de preços, quanto nos índices de preços ao consumidor, é de 4,5% a 5%. "Agora, uma coisa que me preocupa um pouquinho é o petróleo, que não pára de subir", afirmou. O IPA, segundo ele, subiu neste mês porque os preços dos produtos agrícolas estão caindo menos, passando de deflação de 0,35% em fevereiro para uma deflação de 0,14%. Já os industriais subiram de 0,06% para 0,14%.

Agencia Estado,

19 de março de 2002 | 17h48

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