IGP-10 tem variacão zero em maio

A inflação medida pelo Índice Geral de Preços - 10 (IGP-10) ficou com variação zero (0%) em maio, segundo informou a Fundação Getúlio Vargas (FGV). Em abril, o indicador teve alta de 1,17%. O resultado anunciado hoje ficou abaixo do piso das estimativas dos analistas do mercado financeiro ouvidos pela Agência Estado (entre 0,23% e 0,45%) e abaixo da média das estimativas (0,38%). A FGV informou ainda os resultados dos três indicadores que compõem o IGP-10 de maio. O Índice de Preços por Atacado - 10 (IPA-10), que representa 60% do IGP-10, ficou com taxa negativa de 0,43% ante alta de 1,43% observada em abril. Por sua vez, o Índice de Preços ao Consumidor - 10 (IPC-10), que representa 30% do IGP-10, ficou com taxa positiva de 0,93% ante aumento de 0,75% apurado em abril. Já o Índice Nacional de Custo da Construção - 10 (INCC-10), que representa 10% do IGP-10, ficou com taxa positiva de 0,64% ante elevação de 0,38% observada em abril, nesse indicador. O IGP-10 acumula altas de 2,60% no ano; e de 9,70% em 12 meses até maio. O período de coleta de preços para o cálculo do IGP-10 de maio foi do dia 11 de abril a 10 de maio. Produtos agrícolas No atacado, os preços dos produtos agrícolas tiveram queda de 3,37% no âmbito do Índice Geral de Preços - 10 (IGP-10) de maio. Em abril, os preços dos produtos agrícolas no atacado tiveram alta de 3,26%, no âmbito do IGP-10. Segundo a FGV, os preços dos produtos industriais no atacado subiram 0,58% no IGP-10 de maio, ante aumento de 0,82% apurado em igual indicador, em abril. Já no âmbito do Índice de Preços por Atacado segundo estágios de Processamento (IPA-EP), que permite visualizar a transmissão de preços ao longo da cadeia produtiva, os preços dos bens finais tiveram alta de 0,20% no atacado em maio, ante aumento de 1,10% registrado no IGP-10 de abril. Por sua vez, os preços dos bens intermediários subiram 0,35% em maio, ante alta de 0,72% em abril. Já os preços das matérias-primas brutas registraram queda de 2,68% em relação à elevação de 3,25% observada em abril. Menor resultado desde julho de 2003 O IGP-10 de maio, que registrou variação zero (0%), foi o menor resultado nesse tipo de indicador desde julho de 2003, quando o IGP-10 teve queda de 0,73%. A informação é baseada em tabela contendo a série histórica do indicador, fornecida pela FGV em divulgações anteriores do índice. Pela mesma tabela, é possível observar que o Índice de Preços por Atacado -10 (IPA-10) de maio desse ano, que teve taxa negativa de 0,43%, foi o menor resultado nesse tipo de indicador também desde julho de 2003, quando o IPA-10 teve queda de 1,13%. Já o Índice de Preços ao Consumidor -10 (IPC-10) de maio, que teve alta de 0,93%, assumiu trajetória diversa do IGP-10 e do IPA-10, e registrou em maio o maior resultado nesse tipo de indicador desde abril de 2003, quando o IPC-10 teve alta de 1,22%. Já o Índice Nacional do Custo da Construção - 10 (INCC-10) de maio, que ficou com taxa positiva de 0,64%, foi o maior resultado nesse tipo de indicador desde março desse ano, quando o INCC-10 de maio ficou com taxa positiva de 0,71%. IPA-10 O IPA-10 já acumula altas de 2,15% no ano, e de 10,59% em 12 meses até maio. Segundo o detalhamento do IGP-10 de maio os preços dos produtos agrícolas no atacado acumulam altas de 2,64% no ano; e de 2,44% em 12 meses até maio. Já os preços dos produtos industriais no atacado registram taxas acumuladas de 1,97% no ano; e de 13,62% em 12 meses até maio. No âmbito do Índice de Preços por Atacado segundo estágios de Processamento (IPA-EP), que permite visualizar a transmissão de preços ao longo da cadeia produtiva, os preços dos bens finais registram aumentos de 4,12% no ano; e de 10,27% em 12 meses até maio. Por sua vez, os preços dos bens intermediários acumulam altas de 2,10% no ano; e de 17,09% em 12 meses. Já os preços das matérias-primas brutas registram queda de 0,25% no acumulado do ano; e aumento de 0,15% na taxa acumulada dos últimos 12 meses até maio. Por produtos, as altas de preço mais expressivas foram apuradas em leite in natura (4,22%); minério de ferro (27,08%) e óleo diesel ( 1,54%). Já as quedas mais expressivas de preço no atacado, no âmbito do IGP-10 de maio, foram registradas em ovos (-12,46%); suínos (-13,23%); e soja (-8,40%). Varejo No varejo, o IPC-10 acumula altas de 3,70% no ano e de 7,18% em 12 meses até maio. De acordo com a FGV, seis dos sete grupos que compõem o IPC-10 de maio apresentaram aceleração de preços, na comparação com IPC-10 de abril. É o caso de Alimentação (de 0,89% para 1,24%); Habitação (de 0,58% para 0,70%); Vestuário (de queda de 0,11% para alta de 1,46%); Saúde e Cuidados Pessoais (de 0,39% para 1,23%); Educação, Leitura e Recreação (de queda de 0,04% para alta de 0,02%); e Despesas Diversas (de 0,27% para 0,45%). O único grupo a apresentar desaceleração de preços no período foi o grupo Transportes (de 2,32% para 1,18%). Por produtos, as altas de preço mais expressivas no varejo, no âmbito do IGP-10 de maio, foram apuradas em tarifa de eletricidade residencial (2,74%); batata inglesa (19,03%) e tarifa de ônibus urbano (2,66%). Já as mais expressivas quedas de preço no varejo foram registradas em mamão da amazônia - papaya (-13,50%); aparelho de telefone celular (-8,63%) e passagem aérea (-4,51%). Já no âmbito do INCC-10, que abrange o setor da Construção Civil e passou de 0,38% para 0,64% de abril para maio, foi registrado aumento de preços no segmento de mão-de-obra (de variação zero para alta de 0,80%); desaceleração de preços no segmento de materiais e serviços (de 0,70% para 0,50%).

Agencia Estado,

17 Maio 2005 | 09h02

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