IGP-DI de fevereiro fica em 1,08% e acumula 5,69% em 12 meses

O Índice Geral de Preços-Disponibilidade Interna (IGP-DI), calculado pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), ficou em 1,08% em fevereiro, ante alta de 0,8% em janeiro. Os índices que compões o IGP-DI apresentaram as seguintes altas: 1,42% para o Índice de Preços no Atacado (IPA); de 0,22% para o Índice de Preços ao Consumidor (IPC); de 1,00% para o Índice Nacional da Construção Civil (INCC). No ano, o IPG-DI acumula alta de 1,89% e, em 12 meses, acumula 5,69%. O IGP-DI de fevereiro ficou acima das expectativas do mercado, que esperava uma inflação entre 0,60% e 0,80%. Se o IGP-DI de fevereiro subiu em relação a janeiro, o núcleo ? apuração de preços sem efeitos sazonais ? do IPC-DI caiu, ficando em 0,46% em fevereiro ante 0,65% em janeiro. A alta do IGP-DI em fevereiro foi resultado especialmente da aceleração do IPA. As principais pressões ocorreram nos produtos industriais, cuja variação passou de 1,20% para 2,29%. Nesse caso, as maiores pressões no atacado foram dadas pelo ferro-gusa para fundição (14,2%), fios e cabos de cobre (12,83%); e chapas finas de aço (6%). Outra matéria-prima que apresentou elevação foi o polietileno (10,75%). Por outro lado, o IPC registrou uma alta menor em fevereiro ? de 1,08% em janeiro para 0,28% no mês passado ?, especialmente por causa da desaceleração do grupo de alimentação (1,91% para 0,28%) e de educação (3,62% para 0,42%). O INCC subiu de 0,33% em janeiro para 1% em fevereiro, sob pressão tanto de materiais e serviços (1,02%) quanto da mão-de-obra (0,97%). O IGP-DI de fevereiro foi o maior desde março do ano passado (1,66%).

Agencia Estado,

09 Março 2004 | 15h47

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