IGP é mais sensível a preços externos

Análise: Bruno Brito e Alessandra Ribeiro

BRUNO BRITO, ALESSANDRA RIBEIRO SÃO DA TENDÊNCIAS CONSULTORIA, O Estado de S.Paulo

30 de dezembro de 2011 | 03h05

A principal diferença entre o IPCA e o IGP está na análise sobre a inflação que cada índice permite fazer. O Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) tem como objetivo medir a evolução dos preços ao consumidor final. Já o Índice Geral de Preço (IGP) procura medir a trajetória dos preços de toda a economia. Isso leva os indicadores a captarem de forma diferente as variações de preços na economia.

Ao longo deste ano as variações de preços captadas por tais índices foram muito distintas. Enquanto o IGP-M registrou uma forte desaceleração em relação ao ano passado, registrando alta de 5,1% ante 11,3% em 2010, o IPCA acelerou e deve romper o teto da meta ante 5,9% no ano passado.

Essa desaceleração do IGP-M reflete em grande medida o movimento dos preços das commodities no mercado internacional. Já o IPCA, apesar da aceleração ocorrida neste ano, o indicador já vinha apontando um quadro de inflação pressionada desde 2010.

Um fato fica explícito, o IGP é muito mais sensível a variações na conjuntura internacional do que o IPCA. O IPCA reflete essas variações externas apenas quando afetam os custos internos e são repassadas ao consumidor final. Porém, essas pressões podem ou não serem repassadas para os preços do varejo, e quando ocorrem, têm magnitude distinta.

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