IGP-M aponta deflação de 0,43% na 1ª prévia de abril

A primeira prévia do Índice Geral de Preços - Mercado (IGP-M) de abril apontou que houve deflação de 0,43%, registrando queda de preços maior na comparação com o -0,09% atingido no mesmo período de março. O indicador, anunciado nesta quarta-feira pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), ficou dentro das estimativas de analistas ouvidos pela Agência Estado, que esperavam um resultado entre -0,50% e 0,05%. Até esta primeira prévia de abril, a taxa acumula no ano uma alta de 0,26%. Em 12 meses, porém, tem queda de 0,93%. O período de coleta de preços para cálculo do IGP-M de fevereiro foi do dia 21 a 31 de março. Atacado A FGV anunciou ainda as prévias dos três indicadores que compõem o IGP-M de abril. O Índice de Preços por Atacado (IPA), que representa 60% do total do resultado do IGP-M, teve queda de 0,69%, ante deflação de 0,16% na primeira prévia de março. Os preços dos produtos agrícolas caíram 2,34%, ante retração de 1,28% no mesmo período do mês anterior. De acordo com a fundação, ainda no atacado, os preços dos produtos industriais registraram queda de 0,18%; no mesmo período de março havia sido registrada elevação de 0,20%. Dentro do Índice de Preços por Atacado segundo Estágios de Processamento (IPA-EP), que permite visualizar a transmissão de preços ao longo da cadeia produtiva, os preços dos bens finais tiveram alta de 0,07% na primeira prévia de abril, ante elevação de 0,42% no mesmo período do mês anterior. Por sua vez, os preços dos bens intermediários caíram 0,43%, na comparação com aumento de 0,02% da primeira prévia de março. Já os preços das matérias-primas brutas tiveram deflação de 2,31% no primeiro decêndio de abril, ante queda de 1,28% no mesmo período apurado em março. Varejo Por sua vez, o Índice de Preços ao Consumidor (IPC), que tem participação de 30% na formação da taxa do IGP-M, apresentou elevação de 0,03% ante alta de 0,01% em março. No varejo, o IPC acumula elevações de 1,06% no ano e de 3,19% em 12 meses. De acordo com a fundação, a desaceleração na taxa do IPC, a pequena variação de março para a abril, de 0,01% para 0,03%, foi influenciada principalmente pelos preços de Alimentação (de -0,01% para -0,83%). Além deste grupo, dos sete que compõem o IPC, apenas outros dois registraram desacelerações e deflações de preços, entre a primeira prévia de março e de abril: Saúde e Cuidados Pessoais (de 0,53% para 0,41%) e Educação, Leitura e Recreação (de 0,20% para -0,21%). Apresentaram alta os grupos Habitação, Vestuário, Despesas Diversas, e Transportes. Produtos Por produtos, as altas de preço mais expressivas foram apuradas em gasolina, que ficou 2,09% mais cara; no álcool combustível, com incremento de 11,35%; e mensalidade de TV por assinatura, que passou a custar 2,48% a mais. As mais impactantes quedas ficaram a cargo da maçã nacional, com deflação de 20,36%; do abacaxi, que ficou 9,03% mais barato, e no frango em pedaços, com queda de 4,51%. Construção Já o Índice Nacional do Custo da Construção (INCC), que representa 10% do total do IGP-M, subiu 0,14% na primeira prévia de abril. No mês passado havia sido registrado um aumento de 0,11% no período. Este texto foi atualizado às 12h31.

Agencia Estado,

12 Abril 2006 | 08h27

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