IGP-M cai 0,12% em julho, mas ritmo de queda diminui

Preços no atacado recuaram menos que o previsto; para coordenador do índice, tendência é estabilidade

Flavio Leonel, O Estado de S.Paulo

29 de julho de 2011 | 00h00

O Índice Geral de Preços - Mercado (IGP-M) diminuiu o ritmo de queda em julho, em razão de um declínio menos acentuado dos preços no atacado. O indicador caiu 0,12% em julho, depois da baixa de 0,18% em junho, informou ontem a Fundação Getúlio Vargas (FGV). Analistas consultados pela Reuters esperavam queda de 0,14%, segundo a mediana das projeções, que variaram de recuo de 0,08 a 0,20%.

O Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA) diminuiu 0,22% em julho, ante variação negativa de 0,45% no mês passado. O IPA agrícola passou de baixa de 2,10% antes para 0,84% agora. Já o IPA industrial teve leitura zero, ante variação positiva anterior de 0,15%.

As principais quedas de preços no atacado foram de café em grão, minério de ferro, laranja, soja em grão e tomate. As maiores altas foram de aves, adubos e fertilizantes, cerveja e chope, leite in natura e ovos.

O Índice de Preços ao Consumidor (IPC) caiu 0,13% em julho, ante 0,12% em junho. As baixas mais acentuadas de preços no varejo foram de tomate, batata-inglesa, laranja-pera, manga e cenoura. Assim, o recuo dos preços do grupo alimentação aumentou, passando de 0,81% em junho para 0,99% agora. O Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) subiu 0,59% neste mês, ante 1,43% em junho.

Rumo à estabilidade. O coordenador de Análises Econômicas da FGV, Salomão Quadros, afirmou ontem que o IGP-M deverá manter uma trajetória de caminhada gradual ao terreno da estabilidade em agosto. Em entrevista à Agência Estado, ele não se comprometeu com uma previsão definitiva de estabilidade ou de alta para a inflação do próximo mês, mas destacou que, após dois meses seguidos de deflação, não está descartada a possibilidade de volta a taxas positivas.

A deflação de 0,12% do IGP-M de julho, divulgada ontem pela FGV, foi ligeiramente menor que a de junho, de 0,18%, e ficou dentro das estimativas coletadas pelo AE Projeções com os economistas do mercado financeiro, que aguardavam queda de 0,04% a 0,20%.

"Eu não poderia dizer que é mais provável que o IGP-M fique positivo ou negativo", comentou Quadros. "O que é muitíssimo provável é que o IGP-M prossiga na sua trajetória rumo ao terreno positivo", acrescentou. / COM REUTERS

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