IGP-M de março fecha em alta de 0,56%

A inflação medida pelo Índice Geral de Preços (IGP-M) aumentou de 0,23% em fevereiro para 0,56% em março, segundo os dados divulgados há pouco pela Fundação Getúlio Vargas (FGV). O Índice de Preços ao Atacado (IPA) passou de 0,08% para 0,65%, enquanto o Índice de Preços ao Consumidor (IPC) registrou elevação de 0,42% para 0,47%. O único indicador que compõe o IGP-M a registrar redução no período foi o Índice Nacional da Construção Civil (INCC), que caiu de 0,55% para 0,34% em março. Segundo o chefe do Centro de Estudos de Preços da FGV, Paulo Sidney Cota, a queda no INCC ocorreu porque não houve pressão de reajuste da mão-de-obra no período. O chefe do Centro de Estudos de Preços da Fundação Getúlio Vargas (FGV), Paulo Sidney Cota, disse que o IGP-M de abril deverá cair entre 0,40% e 0,50%. A queda ocorrerá porque os agrícolas não deverão continuar pressionando os preços no atacado ou no varejo. Ele afirma que esses produtos já subiram bastante e, a partir de agora, deverá ocorrer uma desaceleração no ritmo de elevação. Outro impacto de queda no índice deverá ser gerado pela redução no preço da gasolina a partir de 6 de abril. Em contrapartida e como pressão de alta no mês que vem, Cota destaca o aumento do salário mínimo, que em abril deverá reajustar os salários das empregadas domésticas diaristas e, ainda, um possível impacto da alta do dólar, caso a moeda norte-americana continue cotada em patamares elevados. Para o acumulado deste ano, o economista prevê um IGP-M entre 4% e 4,5%. Segundo a FGV, em 2001 o índice já chegou a 1,42% e, nos últimos 12 meses, a 9,6%.

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