IGP-M de novembro fica em 0,82%

O Índice Geral de Preços - Mercado (IGP-M) de novembro ficou em 0,82% segundo informou hoje a Fundação Getúlio Vargas (FGV). Em outubro, o indicador ficou em 0,39%. O resultado de novembro ficou dentro das previsões dos analistas do mercado financeiro ouvidos pela Agência Estado (entre 0,78% e 0,86%). No ano, a inflação medida pelo IGP-M acumula alta de 11,59%. Em 12 meses, o indicador tem elevação de 12,28%. A FGV anunciou também os desempenhos dos três indicadores que compõem a segunda prévia do IGP-M de outubro.O Índice de Preços por Atacado (IPA) teve taxa positiva de 0,99% em novembro, ante alta de 0,44% em outubro. Ainda no atacado, a fundação informa que os preços dos produtos agrícolas apresentaram deflação de 1,50%, ante queda de 1,98% apurada em outubro. Já os preços dos produtos industriais no atacado subiram 1,87% ante aumento de 1,31% no mês passado. A FGV divulgou ainda os resultados dos três grupos que formam o IPA segundo estágios de processamento (IPA-EP) que permite ver a transmissão de preços ao longo da cadeia produtiva. Os preços dos Bens Finais tiveram alta de 0,59%, ante taxa negativa de 0,32% em outubro; os preços dos Bens Intermediários apresentaram aumento de 2,38%, ante elevação de 1,76% apurada em outubro; já os preços das Matérias-Primas Brutas tiveram queda de 1%, ante taxa negativa de 0,94% em outubro. Por sua vez, o Índice de Preços ao Consumidor (IPC) ficou em 0,30% ante elevação de 0,05% em novembro. Já o Índice Nacional do Custo da Construção (INCC) ficou em o,94% em novembro, ante aumento de 0,95% em outubro. No ano, a inflação medida pelo IGP-M acumula alta de 11,59%. Em 12 meses, o indicador tem elevação de 12,28%.VarejoNo varejo, a aceleração mais expressiva de preços ocorreu no grupo Transportes (de 0,32% para 1,51%). O grupo também acumula altas de 6,15% no ano e de 6,82% em 12 meses. Segundo a FGV, dos sete grupos que compõem o IGP-M, quatro apresentaram maior variação de preços e até mesmo deflação menor, do IGP-M de outubro para o mesmo indicador em novembro. Além de Transportes, é o caso de Despesas Diversas (de 0,26% para 0,71%) e que acumula altas de 6,01% no ano e de 9,17% em 12 meses; Habitação (de 0,42% para 0,57%) que registra elevações de 5,46% no ano e de 5,56% em 12 meses; e Alimentação (de queda de 0,88% para deflação de 0,64%) e que registra altas de 5,47% no ano e de 5,76% em 12 meses. Os outros grupos apresentaram recuo na variação de preços. É o caso de Vestuário (de 0,88% para 0,87%) que acumula elevações respectivamente no ano e em 12 meses de 4,49% e de 4,36%; Saúde e Cuidados Pessoais (de 0,47% para 0,22%) com elevações de 5,23% no ano e de 5,50% em 12 meses; e Educação, Leitura e Recreação (de 0,22% para 0,18%) e que registra altas de 6,52% no ano e de 7,63% em 12 meses. Por produtos, as altas mais expressivas foram apuradas nos preços de gasolina (3,03%) tarifa de telefone residencial (2,46%) e álcool combustível (9,56%). Já as mais significativas quedas de preço foram apuradas em tomate (-22,78%); cebola (-21,54%); e batata inglesa (-8,63%). Já no âmbito do INCC de novembro, que abrange o setor da Construção Civil, foram registradas elevações, de outubro para novembro, nos preços dos segmentos materiais e serviços (de 1,54% para 1,64%) e mão-de-obra (de zero para 0,28%). AtacadoOs preços dos bens intermediários no atacado já acumulam altas de 25,68% e de 26,51% respectivamente no ano e em 12 meses. Esse segmento é o que abriga produtos como aço e combustíveis para a produção. De acordo com a fundação, os preços do segmento de bens finais no atacado, que abrigam alimentos in natura, estão com taxas acumuladas menores, de 11,27% e de 12,04% respectivamente no ano e em 12 meses. Já os preços das matérias-primas brutas acumulam taxas pequenas, em comparação com os outros dois segmentos, de 0,11% no ano e de 0,66% em 12 meses. Os três grupos fazem parte do Índice de Preços por Atacado segundo estágios de processamento (IPA-EP), nova estrutura de apresentação do indicador do atacado que permite visualizar a transmissão de preços ao longo da cadeia produtiva. Por produtos, as altas mais expressivas de preço no atacado foram apuradas em óleo combustível (10,15%); álcool etílico hidratado (10,85%); óleo diesel ( 3,05%). Já as mais significativas quedas foram observadas em soja (-4,98%) leite in natura (-2,91%) e arroz em casca (-7,32%).

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