IGP-M desacelera e fica em 1,01% em outubro

Taxa mensal ficou dentro das estimativas dos analistas do mercado financeiro, mas ligeiramente superior à média das projeções

Alessandra Saraiva RIO, O Estado de S.Paulo

29 de outubro de 2010 | 00h00

A inflação medida pelo Índice Geral de Preços do Mercado (IGP-M) perdeu força este mês. O índice subiu 1,01% em outubro, após avançar 1,15% em setembro. A informação foi anunciada ontem pela Fundação Getúlio Vargas (FGV).

A taxa mensal ficou dentro das estimativas dos analistas do mercado financeiro ouvidos pelo AE-Projeções, que esperavam um resultado entre 0,92% e 1,14%, mas foi levemente superior à mediana das projeções (1,00%).

A FGV anunciou ainda os resultados dos três subindicadores que compõem o IGP-M de outubro. O Índice de Preços no Atacado (IPA) avançou 1,30% este mês, após subir 1,60% em setembro. Por sua vez, o Índice de Preços ao Consumidor (IPC)apresentou alta de 0,56% em outubro, em comparação com a taxa positiva de 0,34% no mês passado. Já o Índice Nacional do Custo da Construção (INCC) registrou taxa positiva de 0,15% este mês, em comparação com a elevação de 0,20% em setembro.

A taxa acumulada do IGP-M é muito usada no cálculo de reajustes de aluguel. Até outubro, o indicador acumula taxas de inflação de 8,98% no ano e de 8,81% em 12 meses. O período de coleta de preços para cálculo do IGP-M de outubro foi do dia 21 de setembro a 20 de outubro.

Produtos agrícolas. A inflação nos preços dos produtos agrícolas atacadistas acelerou com alta de 4,70% em outubro, após mostrar taxa de 4,56% em setembro, no âmbito do IGP-M. De acordo com a fundação, ainda no atacado, o avanço nos preços dos produtos industriais perdeu força, com alta de 0,19% em outubro, após apresentarem elevação de 0,67% em setembro.

Dentro do Índice de Preços por Atacado, segundo Estágios de Processamento (IPA-EP), que permite visualizar a transmissão de preços ao longo da cadeia produtiva, os preços dos bens finais subiram 1,53% em outubro, aumento mais forte do que a taxa de elevação de 1,14% observada em setembro. Por sua vez, os preços dos bens intermediários registraram elevação de 0,21% este mês, em comparação com a alta de 0,29% em setembro. Já os preços das matérias-primas brutas apresentaram aumento de 2,55% em outubro, após subirem 4,08% no mês passado. (Alessandra Saraiva)

Consumidor. No varejo, a inflação junto ao consumidor medida pelo IPC, acumula altas de 4,28% no ano e de 4,65% em 12 meses até outubro. Segundo a FGV, a aceleração na taxa do IPC, de setembro para outubro (de 0,34% para 0,56%), foi influenciada pelo avanço nos preços dos alimentos, cuja taxa de inflação mais que dobrou (de 0,56% para 1,23%) de setembro para outubro. Nessa classe de despesa, houve término de deflação em itens de peso no cálculo da inflação varejista, como arroz e feijão (de -1,63% para 7,04%), hortaliças e legumes (de -4,07% para -1,70%) e laticínios (de -0,01% para 1,56%).

O grupo alimentação não foi o único a apresentar acréscimo em sua taxa de variação de preços, de setembro para outubro. Mais cinco classes de despesa fizeram o mesmo, no período: saúde e cuidados pessoais; educação, leitura e recreação; despesas diversas; transportes;e habitação.

Partes do IGP-M

1,30%

foi o Índice de Preços no Atacado (IPA) em outubro

0,56%

foi o Índice de Preços ao Consumidor (IPC)

0,15%

foi o Índice Nacional do Custo da Construção (INCC)

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