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IGP-M desacelera para 0,53% em outubro

Índice que reajusta os aluguéis caiu em relação ao aumento de 0,65% de setembro; no acumulado em 12 meses, a alta da taxa é de 6,95%

O Estado de S.Paulo

29 de outubro de 2011 | 03h07

A inflação medida pelo Índice Geral de Preços - Mercado (IGP-M) perdeu força em outubro e subiu 0,53%, ante alta da 0,65% no indicador de setembro, informou a Fundação Getúlio Vargas (FGV). A taxa acumulada do IGP-M é usada em reajustes de contratos, como os de aluguéis, por exemplo. Até outubro, o indicador acumula alta de 4,70% no ano e de 6,95% em 12 meses.

A taxa mensal do IGP-M, de 0,53%, ficou dentro das estimativas dos analistas do mercado financeiro ouvidos pela Agência Estado, que esperavam um resultado entre 0,45% e 0,60%, e ficou exatamente na mediana das projeções, de 0,53%.

A FGV anunciou ainda os resultados dos três subindicadores que compõem o IGP-M de outubro. O Índice de Preços ao Produtor Amplo - Mercado (IPA-M) avançou 0,68% neste mês, após subir 0,74% no mês passado. Por sua vez, o Índice de Preços ao Consumidor - Mercado (IPC-M) apresentou alta de 0,26%, ante avanço de 0,59%, na mesma base de comparação. Já o Índice Nacional de Custos da Construção - Mercado (INCC-M) registrou taxa positiva de 0,20%, em comparação com a elevação de 0,14%, no período.

O IGP-M deve continuar desacelerando em novembro e fechar o mês em 0,45%, após esse aumento de 0,53% neste mês. A estimativa foi feita ontem pelo economista da FGV André Braz.

Segundo ele, a expectativa é de que no mês que vem os impactos da alta do dólar sejam menores ou até nem atinjam o IGP-M. "Se ainda houver algum efeito do câmbio, será pontua", disse.

De acordo com cálculos da FGV, o câmbio médio acelerou 8,97%, para R$ 1,808, entre os dias 21 de setembro e 20 de outubro, período de coleta do indicador. Segundo Braz, o acordo firmado pelas autoridades europeias para combater a crise das dívidas na Europa também pode pressionar menos os preços no atacado. "É um tipo de medida que, num momento como este, traz mais confiança, embora ainda existam muitas dúvidas", afirmou.

Segundo Braz foi a volatilidade de alguns produtos que levou à desaceleração do IGP-M. "O dado ficou pouco mais baixo do que esperávamos e refletiu uma parte mais volátil de alguns produtos que contribuíram para um índice menor. Foram itens ligados a alimentos, como os in natura. Esse movimento foi influenciado mais por questões domésticas do que externas", explicou.

IPC cai. Na avaliação de Braz, o que mais contribuiu para o arrefecimento do IGP-M em outubro foram os preços mais baixos registrados no IPC que saiu de uma elevação de 0,59% para 0,26% em outubro. "Já dentro do IPA o industrial acelerou (de 0,45% para 0,91%), contabilizando os efeitos cambiais, sendo o grande vilão dessa medição", disse.

O economista acredita que o IGP-M de outubro já deve ter captado quase "totalmente" o impacto da moeda norte-americana. "O que abre espaço para menores pressões ou até quedas de preços, principalmente no IPA industrial no próximo mês. Isso também possibilita o IGP-M encerrar o ano com taxa menor que o teto da meta de 6,50% esperado para o IPCA", estimou. / SABRINA VALLE e MARIA REGINA SILVA

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