Daniel Teixeira/Estadão
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IGP-M desacelera para 0,66% em agosto, mas alta acumulada em 12 meses ainda supera 30%

Índice normalmente usado para corrigir contratos de aluguel perdeu força em relação a julho

Cícero Cotrim e Guilherme Bianchini, O Estado de S.Paulo

30 de agosto de 2021 | 10h15

O Índice Geral de Preços - Mercado (IGP-M), normalmente usado para corrigir contratos de aluguel de imóveis,  desacelerou de 0,78% em julho para 0,66% em agosto, informou nesta segunda-feira, 30, a Fundação Getulio Vargas (FGV). A inflação acumulada pelo índice em 12 meses passou de 33,83% para 31,12% no período. 

O resultado ficou abaixo da maioria das estimativas de analistas do mercado ouvidos pelo Projeções Broadcast, que indicavam alta de 0,78% para o índice. O piso da pesquisa era de variação de 0,45% e o teto, de 1,42%.

Entre os componentes do IGP-M, o Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA-M) desacelerou de 0,71% para 0,66%. O indicador acumula alta de 39,97% nos 12 meses encerrados em agosto e de 20,62% em 2021.

O Índice de Preços ao Consumidor (IPC-M) também arrefeceu, de 0,83% em julho para 0,75% em agosto. Em 12 meses, o índice acumula inflação de 8,60% e, em 2021, de 5,05%.

O Índice Nacional de Custos da Construção (INCC-M) desacelerou de 1,24% para 0,56% no período. o indicador acumula alta de 17,05% em 12 meses e de 11,37% no ano.

Os Índices Gerais de Preços são bastante afetados pelo desempenho do câmbio e pelos produtos de atacado, em especial os agrícolas.

Segundo o Relatório de Mercado Focus, divulgado nesta segunda pelo Banco Central, a mediana das projeções do IGP-M de 2021 passou de alta de 19,52% para 19,65% - há um mês, estava em 19,17%. 

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