IGP-M do ano ficará entre 9% e 10%

O chefe do Centro de Estudos de Preços da Fundação Getúlio Vargas (FGV), Paulo Sidney Melo Cota, prevê que o IGP-M termine o ano acumulando entre 9% e 10%. Para outubro, ele espera um IGP-M entre 0,20% e 0,30%. O IPA deve terminar o próximo mês entre 0% e 0,5%, segundo Cota. Ele disse que a FGV constatou queda de preços em vários alimentos, como as aves, que aparecem com alta de 5% no atacado neste IGP-M e, segundo Cota, estão mais baratas que no início de setembro.O IPC também foi influenciado por preços passados. De acordo com Cota, todos os grupos do IPC com exceção de transportes, ficaram com variações em zero ou negativas. No entanto, o grupo transportes subiu 0,81% puxado pelos combustíveis. "O álcool teve alta de 7,2% e a gasolina, 0,7%, mas há tempos que os combustíveis não sobem nas bombas", diz Cota. Ele espera que a gasolina tenha variações negativas no mês que vem, porque, diz, alguns postos estão fazendo pequenas reduções. Essas e outras reduções que estão ocorrendo - como a das aves e a do leite in natura, que teve alta de 5,2% registrada no atacado - só não apareceram nos índices porque eles comparam preços médios de períodos passados.No caso do IGP-M de setembro, a comparação foi dos preços médios em 5 de setembro contra os preços médios em 5 de agosto. Ele apontou, no entanto, dois produtos que estão de fato subindo agora no atacado, por conta da estação: a laranja, com alta de 16,3%, e a batata inglesa, que subiu 29,7%. Os produtos agrícolas no atacado subiram 3,53% e os industriais 1,05%. No setor industrial, no atacado, os destaques foram o álcool etílico hidratado com alta de 9,5%; o açúcar cristal, que subiu 9,3%; e a gasolina, com alta de 2,4%.

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