IGP-M é o mais alto desde março 2003, mas FGV elogia resultado

O Índice Geral de Preços do Mercado (IGP-M) de junho, que ficou em 1,38%, foi considerado "um bom resultado" pelo coordenador de Análises Econômicas da Fundação Getúlio Vargas (FGV), Salomão Quadros. Apesar de ter superado o índice de maio (1,31%), o indicador ficou abaixo do IGP-DI de maio (1,46%) e do IGP-10 de junho (1,50%). O IGP-M de junho foi o maior desde março de 2003, segundo informou a FGV. De acordo com a Fundação, em março de 2003, o indicador atingiu elevação de 1,53%.Quadros trabalhava com a projeção de que o IGP-M de junho ficaria na casa do 1,50%. Segundo ele, houve uma forte desaceleração do Índice Nacional do Custo da Construção (INCC) de 1,74% em maio para 0,56% em junho.Pressão de alimentos e combustíveisAs maiores pressões inflacionárias, tanto no atacado quanto no varejo vieram de produtos de alimentação e de combustíveis. No Índice de Preços por Atacado (IPA), a variação de Alimentação passou de 0,46% para 1,34% de maio para junho. Na mesma comparação o item Outros Bens Não-Duráveis, que inclui álcool e gasolina, passou de 0,74% para 1,93%.Já no varejo, o grupo de Alimentação contribuiu com 0,57 ponto percentual no Índice de Preços ao Consumidor (IPC) e o de Transportes, com 0,56 ponto percentual no mesmo indicador de varejo. Os dois grupos representaram dois terços do IPC de junho.PerspectivasAs principais pressões de inflação esperadas pela FGV para julho são em dissídios coletivos na Construção Civil; gasolina; telefonia; e carne bovina. Quadros disse que este impacto poderá não se concentrar em apenas um mês. No caso da carne bovina o IGP-M de junho já detectou pressão de alta no atacado. Ele destacou contudo que alguns produtos poderão desacelerar durante julho, como hortaliças e legumes.

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