IGP-M em 12 meses é maior desde abril de 2005

De acordo com o coordenador da FGV, dificilmente a taxa de 12 meses até maio deixará de superar os 10%

Flávio Leonel, da Agência Estado,

29 de abril de 2008 | 16h00

O Índice Geral de Preços - Mercado (IGP-M) acumulado em 12 meses até abril atingiu a expressiva marca de 9,81%, resultado mais elevado desde abril de 2005, quando a taxa chegou a 10,74%. De acordo com o coordenador de Análises Econômicas da Fundação Getúlio Vargas (FGV), Salomão Quadros, dificilmente a taxa de 12 meses até maio deixará de superar os 10,00%.   Veja também: Mesmo sem alta da gasolina, IGP-M está acima das previsões Especial: Entenda a crise dos alimentos  Compare a taxa Selic com os juros ao consumidor  Especialista da Fipe comenta aceleração da inflação        "Pelo atual comportamento do índice, seria bem difícil ele ficar, no próximo mês, mais baixo do que em maio de 2007, quando variou apenas 0,04%", disse Quadros. "É uma questão de estatística, pois, no acumulado de 12 meses de maio de 2008, deveremos retirar o número correspondente ao mesmo mês do ano passado", explicou.   Desde o final de 2007, quando o IGP-M chegou à marca de 7,75%, as taxas acumuladas em 12 meses não pararam de subir. Em janeiro, o indicador atingiu 8,38%; em fevereiro, 8,67%; em março, 9,10%; e, em abril, o nível de 9,81%.   A maior justificativa para este comportamento é que as variações mensais do índice vêm ficando acima do nível de 0,30%, considerado por Quadros como um patamar ideal para situar a inflação, em termos anualizados, próxima de 4,50%. "Está difícil, pelo menos no curto prazo, voltarmos a um nível mais baixo", comentou.   Segundo ele, o atual momento dos preços industriais do atacado é de forte elevação (subiu 1,37% em abril) e o segmento agrícola, apesar de ter caído 1,19% no mês, apresentou altas importantes na maior parte do ano. Prova disso, é que acumulou variação de 2,50% até abril.   Para maio, ele preferiu não projetar uma taxa mensal exata. Destacou, entretanto, que as pressões do atacado, em conjunto com as variações mais fortes dos preços da alimentação no varejo, poderão manter o índice em um nível elevado.

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