IGP-M fecha agosto com deflação de 0,65%

O Índice Geral de Preços - Mercado (IGP-M) de agosto teve queda de 0,65% em agosto, ante deflação de 0,34% apurada em julho. A informação foi divulgada hoje pela Fundação Getúlio Vargas (FGV). O resultado se posicionou abaixo do piso das estimativas dos analistas do mercado financeiro ouvidos pela Agência Estado, que estimavam resultado entre -0,62% a -0,45%, e abaixo da média das expectativas (-0,56%). O IGP-M de agosto foi o menor resultado nesse tipo de indicador desde junho de 2003, quando o índice registrou queda de 1%. A informação é baseada em tabela contendo a série histórica do indicador, fornecida pela FGV em divulgações anteriores do índice.A FGV informou ainda os resultados dos três indicadores que compõem o IGP-M de agosto. O Índice de Preços por Atacado (IPA), que representa 60% do resultado do IGP-M, registrou queda de 0,88%, ante taxa negativa de 0,65% apurada em julho. O IPA de agosto foi o menor resultado nesse tipo de indicador desde junho de 2005, quando o IPA teve deflação de 1%.Por sua vez, o Índice de Preços ao Consumidor (IPC), que tem participação de 30% do resultado do IGP-M, caiu 0,32% em agosto ante aumento de 0,12% registrado em julho. O índice registrou em agosto a menor taxa, nesse tipo de indicador, desde setembro de 1998, quando o IPC caiu 0,40%. Já o Índice Nacional do Custo da Construção (INCC), que representa 10% do IGP-M, teve elevação de 0,05% em agosto ante alta de 0,65% apurada em julho. Já o índice apresentou a menor taxa desde dezembro de 1998, quando o INCC caiu 0,01%. O IGP-M acumula aumentos de 0,75% no ano até agosto; e de 3,43% em 12 meses até agosto. O período de coleta de preços para o IGP-M desse mês foi do dia 21 de julho a 20 de agosto.Produtos agrícolasOs preços dos produtos agrícolas no atacado caíram 1,59% em agosto, ante queda de 1,19% em julho, no âmbito do IGP-M. A FGV revelou ainda que os preços dos produtos industriais no atacado tiveram queda de 0,65% em agosto, ante taxa negativa de 0,48% em julho.Dentro do Índice de Preços por Atacado segundo Estágios de Processamento (IPA-EP), que permite visualizar a transmissão de preços ao longo da cadeia produtiva, os preços dos bens finais caíram 0,68% ante queda de 0,16% apurada em julho. Por sua vez, os preços dos bens intermediários tiveram queda de 1,05% em agosto, em comparação com a deflação de 0,59% apurada em julho. Já os preços das matérias-primas brutas registraram taxa negativa de 0,83% em agosto, ante queda de 1,44% apurada em julho.AtacadoO IPA acumula queda de 1,04% no ano até agosto, mas ainda registra elevação de 2,11% em 12 meses até agosto. O índice representa 60% do total do IGP-M. De acordo com a FGV, os preços dos produtos agrícolas no atacado registram quedas de 3,48% no ano; e de 6,04% em 12 meses. Já os preços dos produtos industriais acumulam queda de 0,23% no ano, mas ainda registram aumento de 5,08% em 12 meses. Dentro do IPA-EP, os preços dos bens finais acumulam aumentos de 2,08% no ano e de 3,18% em 12 meses. Já os preços dos bens intermediários registram queda de 0,52% no ano, mas ainda acumulam elevação de 6,25% em 12 meses. Por fim, os preços das matérias-primas brutas acumulam quedas de 5,92% no ano e de 6,41% em 12 meses. A FGV informou ainda que, por produtos, as elevações de preço mais expressivas no atacado foram apuradas em álcool etílico hidratado (4,41%); mandioca - aipim (6,54%); e suínos (3%). Já as mais significativas quedas de preços no atacado foram observadas em ferro gusa para fundição (-12,10%); ovos (-5,74%) e leite in natura (-2,17%).VarejoNo varejo, o IPC registra elevações de 3,70% no ano até agosto e de 4,82% em 12 meses até agosto. O IPC representa 30% do total do IGP-M. Segundo a FGV, no IGP-M de agosto, as maiores contribuições para o recuo de preços no varejo esse mês foram as desacelerações nos preços de Alimentação (de -0,67% para -1,34%); e Habitação (de 0,70% para 0,11%). Dos sete grupos que compõem o IPC, quatro apresentaram desaceleração de preços. Além dos dois já citados, é o caso de Vestuário (de -0,05% para -1,41%); e Despesas Diversas (de +0,15% para -0,01%). Os outros três grupos apresentaram aceleração de preços, na passagem de julho para agosto. É o caso de Saúde e Cuidados Pessoais (de 0,36% para 0,42%); Educação, Leitura e Recreação (de 0,25% para 0,29%); e Transportes (de 0,14% para 0,15%). Por produtos, as altas de preços mais expressivas no varejo foram apuradas nos preços de tarifa de telefone residencial - assinatura e pulsos (2,44%); plano e seguro saúde (0,93%) e limão (18,93%). Já as mais expressivas quedas de preços foram observadas em mamão da amazônia - papaya (-26,83%); batata-inglesa (-17,63%) e tarifa de eletricidade residencial (-1,06%). A FGV informou ainda que, no âmbito do INCC, houve recuo nos preços de materiais e serviços (de 0,17% para 0,09%); e mão-de-obra (1,20% para variação zero), de julho para agosto.

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