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IGP-M fecha o ano com alta de 5,10%

Para FGV, a trajetória de desaceleração do IGP-M em 12 meses ainda não foi concluída; indicador teve deflação de 0,12% em dezembro

O Estado de S.Paulo

30 de dezembro de 2011 | 03h05

O Índice Geral de Preços - Mercado (IGP-M), índice de inflação usado como referência para reajuste de aluguéis, fechou o ano com uma alta bem menor do que a registrada em 2010. O IGP-M avançou 5,10% neste ano, em comparação aos 11,32% registrados em 2010.

Segundo dados da Fundação Getúlio Vargas (FGV), o IGP-M registrou deflação de 0,12% em dezembro, após uma alta de 0,50% em novembro. A taxa mensal ficou dentro das estimativas dos analistas do mercado financeiro ouvidos pelo serviço AE-Projeções, da Agência Estado, que esperavam um resultado entre uma deflação de 0,15% e uma variação positiva de 0,05%. A mediana das projeções foi de uma queda de 0,05%.

A FGV anunciou ainda os resultados dos três subindicadores que compõem o IGP-M. O Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA-M) caiu 0,48% este mês, após subir 0,52% na leitura anterior. No ano, o IPA acumulou alta de 4,34%.

Já o Índice de Preços ao Consumidor (IPC-M) apresentou alta de 0,71% em dezembro, após aumento de 0,43% em novembro. Em 2011, o IPC subiu 6,16%.

O Índice Nacional de Custo da Construção (INCC-M) subiu 0,35% este mês, depois da elevação de 0,50% em novembro. No ano, a alta do INCC é de 7,58%.

Desaceleração. O movimento de desaceleração do IGP-M tem potencial para perdurar até, pelo menos, o primeiro semestre de 2012, na avaliação do coordenador de Análises Econômicas da Fundação Getúlio Vargas (FGV), Salomão Quadros.

"A trajetória de desaceleração do indicador em 12 meses ainda não foi concluída. Mesmo que não tenhamos nova deflação nos próximos dois ou três meses, a taxa em 12 meses ainda vai desacelerar. É possível que em janeiro já esteja abaixo de 5%", afirmou Quadros, em entrevista coletiva para comentar o resultado de dezembro. "Se em janeiro isso não acontecer, fevereiro tem uma chance generosa de ocorrer. Até a metade do ano, o índice deve continuar arrefecendo."

Essa expectativa tem por base a previsão de continuidade do comportamento de baixa dos preços de commodities, que foram os grandes responsáveis pela queda do indicador em dezembro. "O segundo semestre do ano já teve taxas, de maneira geral, menores, embora tenha havido certa pressão do câmbio (na metade do semestre). A queda das matérias primas estava sendo mascarada pela pressão cambial, mas agora não tem mais a barreira do câmbio. O que está predominando é o recuo nos preços das commodities."

Em boa medida, o movimento do IGP-M acompanha o dos preços no atacado, refletidos no Índice de Preços ao Produtor Amplo - Mercado (IPA-M), que passou de 13,90% em 2010 para 4,34% em 2011, e de 0,52% para -0,48% entre novembro e dezembro. "Sem a defesa do câmbio, o IPA teve condições de espelhar o cenário de commodities."

Quadros afirmou, contudo, ser difícil prever se a trajetória das commodities vai perdurar ao longo do segundo semestre de 2012, o que complica a projeção para a metade final do próximo ano. / ANNE WARTH, DANIELA AMORIM e DENISE ABARCA

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