IGP-M fica em 0,21% na 1ª prévia de maio

A primeira prévia do Índice Geral de Preços - Mercado (IGP-M) de maio registrou alta de 0,21%, ante deflação de 0,43% apurada em igual prévia em abril. A informação foi divulgada pela Fundação Getúlio Vargas (FGV). O resultado anunciado hoje superou o teto das estimativas dos analistas do mercado financeiro ouvidos pela Agência Estado, que esperavam um resultado entre zero a 0,15%, e ficou acima da mediana das expectativas (0,09%). A FGV informou ainda os resultados dos três indicadores que compõem a primeira prévia do IGP-M de maio. O Índice de Preços por Atacado (IPA), que representa 60% do total do IGP-M, subiu 0,17% na primeira prévia de maio, ante deflação de 0,69% apurada na primeira prévia de abril. Por sua vez, o Índice de Preços ao Consumidor (IPC), que tem 30% de participação no IGP-M, registrou aumento de 0,22% ante elevação de 0,03% em igual prévia em abril. Já o Índice Nacional do Custo da Construção (INCC), que representa 10% do total do IGP-M, teve alta de 0,45% na primeira prévia de maio ante aumento de 0,14% na primeira prévia de abril. Até a primeira prévia de maio, o IGP-M acumula elevação de 0,48% no ano mas registra queda de 0,49% em 12 meses. O período de coleta de preços para cálculo da primeira prévia do IGP-M de maio foi do dia 21 a 30 de abril. Produtos agrícolasOs preços dos produtos agrícolas no atacado subiram 0,28% na primeira prévia do Índice Geral de Preços - Mercado (IGP-M) de maio. Na primeira prévia do IGP-M de abril, os preços dos produtos agrícolas caíram 2,34%. A FGV informou ainda que os preços dos produtos industriais no atacado registraram alta de 0,14% na primeira prévia do IGP-M de maio, ante deflação de 0,18% apurada na primeira prévia de abril. Dentro do Índice de Preços por Atacado segundo Estágios de Processamento (IPA-EP), que permite visualizar a transmissão de preços ao longo da cadeia produtiva, os preços dos bens finais registraram queda de 0,13% na prévia de maio, ante alta de 0,07% na primeira prévia de abril. Por sua vez, os preços dos bens intermediários subiram 0,08% na prévia de maio, ante queda de 0,43% em igual prévia em abril. Já os preços das matérias-primas brutas registraram aumento de 0,81%, ante deflação de 2,31% apurada na prévia de abril. Maior taxa desde janeiroA primeira prévia do IGP-M de maio, foi a maior taxa para uma primeira prévia desde janeiro deste ano, quando a prévia do indicador subiu 0,40%. A informação é baseada em tabela contendo a série histórica do indicador, fornecida pela FGV em divulgações anteriores do índice. Pela mesma tabela, é possível observar que a primeira prévia de maio deste ano do Índice de Preços por Atacado (IPA), que subiu 0,17%, também registrou a maior taxa desde janeiro de 2006, quando a prévia do IPA registrou aumento de 0,43%. Por sua vez, o Índice de Preços ao Consumidor (IPC) que subiu 0,22% na primeira prévia de maio, também apresentou a maior taxa desde janeiro deste ano, quando o IPC subiu 0,41%. Já a primeira prévia de maio do INCC, que subiu 0,45%, foi a maior taxa desde julho de 2005, quando a prévia do INCC subiu 0,58%. Até a primeira prévia do IGP-M de maio, o IPA acumula quedas de 0,04% no ano, e de 2,48% em 12 meses. O IPA representa 60% do total desse indicador. De acordo com a fundação, os preços dos produtos agrícolas no atacado registram quedas de 3,80% no ano e de 10,71% em 12 meses, até a primeira prévia de maio. Por sua vez, os preços dos produtos industriais no atacado acumulam elevações de 1,15% no ano e de 0,28% em 12 meses, até a primeira prévia do IGP-M de maio. Dentro do IPA-EP, que permite visualizar a transmissão de preços ao longo da cadeia produtiva, os preços dos bens finais registram elevações acumuladas de 2,17% no ano e de 1,53% em 12 meses. Por sua vez, os preços dos bens intermediários têm elevação de 0,42% no ano, mas registram queda de 1,28% em 12 meses. Já os preços das matérias-primas brutas acumulam quedas de 3,97% no ano e de 10,01% em 12 meses. Por produtos, as altas de preços mais expressivas no atacado, no âmbito da primeira prévia do IGP-M de maio, foram registradas nos preços de milho em grão (5,45%); cana-de-açúcar (3,58%); e soja em grão (0,98%). Já as mais expressivas quedas no atacado foram registradas nos preços de laranja (-15,56%); feijão em grão (-10,40%); e mandioca - aipim (-8,06%). No varejo, o IPC acumula elevações de 1,48% no ano e de 2,58% em 12 meses, até a primeira prévia de maio do IGP-M. O IPC representa 30% do resultado desse indicador. De acordo com a FGV, a aceleração na taxa do IPC da primeira prévia do IGP-M de abril para a primeira prévia do mesmo indicador em maio (de 0,03% para 0,22%) foi impulsionada por elevação mais intensa, no mesmo período, nos preços do grupo Saúde e Cuidados Pessoais (de 0,41% para 1,04%) e pela perda de força na deflação do grupo Alimentação (de -0,83% para -0,13%). Dos sete grupos que compõem o indicador, quatro registraram aceleração ou perda de fôlego na queda de preços, no mesmo período. Além dos dois já citados, é o caso de Habitação (de 0,16% para 0,25%) e Vestuário (de 0,10% para 1,31%). Os outros grupos registraram desaceleração ou queda mais intensa de preços, como Educação, Leitura e Recreação (de -0,21% para -0,75%); Transportes (de 1,14% para 0,50%); e Despesas Diversas (de 0,54% para 0,12%). Por produtos, as altas de preços mais expressivas no varejo, na primeira prévia de maio do IGP-M, foram registradas em gasolina (0,98%); serviço de reparo em automóvel (5,91%); e tomate (8,59%). Já as mais significativas quedas de preço no varejo foram apuradas em passagem aérea (-12,46%); laranja pêra (-10,01%) e jornal (-8,75%). A FGV informou ainda que, no âmbito do INCC, houve acelerações de preços em materiais e serviços (de variação zero para alta de 0,31%) e mão-de-obra (de 0,31% para 0,60%), na passagem da primeira prévia do IGP-M de abril para igual prévia em maio.

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