IGP-M fica em 0,39% em outubro

O Índice Geral de Preços-Mercado (IGP-M) ficou em 0,39% em outubro, segundo informou hoje a Fundação Getúlio Vargas (FGV). Em setembro, o indicador ficou em 0,69%. O resultado de outubro veio dentro das estimativas dos analistas do mercado financeiro ouvidos pela Agência Estado (entre 0,30% e 0,50%). A FGV divulgou ainda os desempenhos dos três indicadores quer formam o IGP-M de outubro. O Índice de Preços por Atacado (IPA) ficou em 0,44%, ante alta de 0,90% apurada em setembro. No caso do atacado, a fundação informou que os preços produtos agrícolas tiveram queda de 1,98% em outubro, ante deflação de 0,41% em setembro; já os produtos industriais no atacado subiram 1,31% em relação ao aumento de 1,38% observado no mês passado. No varejo, o Índice de Preços ao Consumidor (IPC) ficou em 0,05%, ante taxa positiva de 0,15% registrada em setembro. Por sua vez, o Índice Nacional do Custo da Construção (INCC) ficou em 0,95%, ante alta de 0,67% apurada em setembro. No ano, a inflação medida pelo IGP-M acumula alta de 10,69%. Em 12 meses, o indicador acumula elevação de 11,91%. O período de coleta de preços do IGP-M desse mês vai do dia 21 de setembro a 20 de outubro.AtacadoNo atacado, os preços de bens de consumo tiveram queda de 0,54% em outubro, ante taxa positiva de 0,06% em setembro. A FGV informou ainda que, seguindo a tendência dos bens de consumo, os preços dos bens de produção no atacado também apresentaram recuo de preços, de setembro para outubro, passando de alta de 1,32% para elevação de apenas 0,93% no período. Por produtos, das cinco principais influências positivas na formação da inflação no atacado, três eram originadas do setor siderúrgico. As maiores altas de preço, de setembro para outubro, foram observadas em Chapas Grossas (10,45%); Aves (3,70%); Álcool Etílico Hidratado (5,02%); Tubos de Aço com Costura (12,22%) e Chapas/Bobinas a Quente (10,12%). Já as mais expressivas quedas de preço, no mesmo período, foram apuradas em Ovos (-11,88%); Soja (-8,90%); Bovinos (-2,82%);Tomate (-31,66%) e Óleos Combustíveis (-3,40%).VarejoNo varejo, o recuo de preços mais intenso foi registrado no grupo Alimentação, que passou de queda de 0,43% em setembro para deflação de 0,88% em outubro. De acordo com a FGV, dos sete grupos que compõem o indicador de varejo, cinco apresentaram recuo de preços, de setembro para outubro. Além de Alimentação, é o caso de Habitação (de 0,47% para 0,42%); Vestuário (de 1% para 0,88%); Educação, Leitura e Recreação (de 0,29% para 0,22%) e Transportes (de 0,38% para 0,32%). Os outros dois grupos apresentaram aceleração de preços no período, como Saúde e Cuidados Pessoais (de 0,15% para 0,47%); e Despesas Diversas (de queda de 0,26% para alta de 0,26%). Por produtos, as altas de preço mais expressivas no varejo, de setembro para outubro, foram apuradas em Limão (33,18%); Açúcar Refinado (8,11%); Tarifa de Eletricidade Residencial (0,57%); e Tarifa de Telefone Residencial Assinatura e Pulsos (0,64%). Já as mais significativas quedas de preço, no varejo de setembro para outubro, foram registradas em Cebola (-32,87%); Tomate (-18%); Batata Inglesa (-10,99%) e Cenoura (-16,51%). Construção CivilPor sua vez, no âmbito do INCC, que abrange o setor da Construção Civil, houve alta de preços no segmento de Materiais e Serviços (de 1,26% para 1,78%), mas não houve variação de preços no segmento de Mão-de-Obra (permanecendo em 0%).

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