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IGP-M fica em 0,75% em junho

A inflação medida pelo IGP-M de junho subiu 0,75% ante alta de 0,38% apurada em maio. A taxa, anunciada pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), ficou no teto das estimativas dos analistas do mercado financeiro ouvidos pela Agência Estado, que esperavam um resultado entre 0,55% a 0,75%, e acima da média das expectativas (0,64%). A FGV anunciou ainda os resultados dos três indicadores que compõem o IGP-M de junho. O IPA, que representa 60% do total do resultado do IGP-M, teve alta de 1,11% em junho, ante aumento de 0,43% em maio. Por sua vez, o IPC, que tem participação de 30% na formação da taxa do IGP-M, apresentou queda de 0,44% em junho, ante alta de 0,07% em maio. Já o INCC, que representa 10% do total do IGP-M, subiu 1,45% em junho ante aumento de 0,81% em maio. Até junho, o IGP-M acumula elevações de 1,40% no ano, e de 0,86% em 12 meses. O período de coleta de preços para cálculo do IGP-M de junho foi do dia 21 de maio a 20 de junho.Produtos agrícolasOs preços dos produtos agrícolas subiram 1,80% no atacado em junho, ante aumento de 0,29% em maio, no âmbito do IGP-M. De acordo com a FGV, ainda no atacado, os preços dos produtos industriais registraram elevação de 0,90% em junho, ante alta de 0,47% em maio. Dentro do Índice de Preços por Atacado segundo Estágios de Processamento (IPA-EP), que permite visualizar a transmissão de preços ao longo da cadeia produtiva, os preços dos bens finais tiveram queda de 0,81% em junho, ante deflação de 0,66% em maio. Por sua vez, os preços dos bens intermediários subiram 1,63% em junho, ante elevação de 0,85% em maio. Já os preços das matérias-primas brutas subiram 2,75% em junho, ante alta de 1,16% em maio.Menor taxa desde janeiroO IGP-M de junho, que subiu 0,75%, foi a maior taxa nesse tipo de indicador desde janeiro deste ano, quando o IGP-M subiu 0,92%. A informação é baseada em tabela contendo a série histórica do indicador, fornecida pela FGV em divulgações anteriores do índice. Pela mesma tabela, é possível notar que o IPA de junho, que registrou alta de 1,11%, teve a maior taxa desde agosto de 2004, quando o IPA avançou 1,42%. Já o IPC, que teve queda de 0,44% em junho, assumiu trajetória oposta à registrada pelo IGP-M e pelo IPA, e apresentou a menor taxa desde agosto de 1998, quando o IPC caiu 0,45%. Por fim, o INCC, que teve alta de 1,45% em junho, teve a maior taxa desde junho de 2005, quando o INCC subiu 2,20%.AtacadoAté junho, o IPA acumula elevação de 1,33% no ano, mas registra queda de 0,14% em 12 meses, no âmbito do IGP-M. O IPA representa 60% do total do IGP-M. Segundo a FGV, os preços dos produtos agrícolas no atacado acumulam quedas de 2,06% no ano e de 7,66% em 12 meses até junho. Já os preços dos produtos industriais têm elevações acumuladas de 2,40% no ano e de 2,36% em 12 meses até junho. Dentro do IPA-EP, que permite visualizar a transmissão de preços ao longo da cadeia produtiva, os preços dos bens finais acumulam altas de 0,80% no ano e de 0,62% em 12 meses. Por sua vez, os preços dos bens intermediários têm elevações de 2,84% no ano e de 2,01% em 12 meses até junho. Já os preços das matérias-primas brutas acumulam quedas de 0,98% no ano e de 5,35% em 12 meses até junho. Segundo a FGV, no IGP-M de junho, as altas de preço mais expressivas no atacado foram apuradas em cana-de-açúcar (11,01%); soja em grão (6,34%); e fios e cabos de cobre isolados (17,71%). Já as mais expressivas quedas de preço no atacado, no IGP-M de junho, foram registradas em álcool etílico hidratado (-11,78%); laranja (-17,90%); e bovinos (-1,83%).VarejoNo varejo, o IPC acumula altas de 0,88% no ano e de 1,93% em 12 meses até junho. O IPC representa 30% do total do IGP-M. Segundo a FGV, a deflação no IPC, de maio para junho (de 0,07% para -0,44%) foi provocada por quedas de preços, no mesmo período, em Alimentação (de -0,22% para -1,86%); e Transportes (de -0,34% para -0,54%). Dos sete grupos que compõem o indicador, seis registraram desaceleração ou deflação mais intensa de preços, de maio para junho. Além dos dois já citados é o caso de Habitação (de 0,29% para 0,24%); Vestuário (de 0,80% para 0,20%); Saúde e Cuidados Pessoais (de 0,82% para 0,58%); e Despesas Diversas (de 0,12% para -0,05%). O grupo restante registrou, no mesmo período, deflação menos intensa de preços. É o caso de Educação, Leitura e Recreação (de -0,53% para -0,19%). Por produtos, as altas de preço mais expressivas no varejo, no IGP-M de junho, foram registradas em plano e seguro saúde (1,48%); empregada doméstica mensalista (3,33%); e gás de botijão (1,99%).Já as mais expressivas quedas de preço foram registradas em batata-inglesa (-12,35%); mamão da amazônia - papaya (-22,24%) e tomate (-14,58%). A FGV informou ainda que, no âmbito do INCC, que representa 10% do total do IGP-M, houve acelerações de preços em materiais e serviços (de 0,41% para 0,59%); e mão-de-obra (de 1,26% para 2,43%), de maio para junho.

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