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IGP-M já acumula 11,39% e deve ser o maior desde 2005

Com alta de 0,75%, 2ª prévia foi menor que a de novembro, de 1,2%, mas manteve índice acima de 11% no ano

Alessandra Saraiva / RIO, O Estado de S.Paulo

21 de dezembro de 2010 | 00h00

O Índice Geral de Preços - Mercado (IGP-M) deve fechar 2010 com a mais forte elevação dos últimos cinco anos. É o que mostrou ontem a segunda prévia de dezembro do indicador, que subiu 0,75%. Embora tenha sido mais fraca do que a apurada em novembro (1,2%), a taxa anunciada ontem pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) levou o índice a uma taxa acumulada de 11,39% no ano.

Essa elevação já está acima das taxas de 2005 (1,21%), 2006 (3,83%), 2007 (7,75%), 2008 (9,81%) e 2009 (-1,72%). O acumulado do IGP-M, usado para reajustar o aluguel, só não é maior do que o desempenho anual de 2004, quando o indicador fechou o ano com alta de 12,41%.

"Creio ser possível fechar o ano com uma taxa que só não supere a de 2004", comenta o coordenador de Análises Econômicas da FGV, Salomão Quadros.

Caso termine o ano com a maior taxa em cinco anos, o IGP-M seguirá o mesmo curso do Índice Geral de Preços -10 (IGP-10), anunciado na semana passada, que encerrou o ano com avanço de 11,16%, também o maior resultado anual desde 2004 (12,42%).

Desaceleração. Porém, na margem, a segunda prévia do IGP-M de dezembro apontou sinais de uma desaceleração na inflação, pelo menos no curto prazo. Houve um forte recuo da inflação agropecuária atacadista (de 4,65% para 1,05%), que derrubou a inflação do atacado como um todo (de 1,55% para 0,77%) da segunda prévia de novembro para igual prévia em dezembro. O especialista da fundação não descartou a ideia de repasse do atual movimento de desaceleração de preços do atacado para os preços no varejo.

Atualmente, o consumidor ainda sente o impacto das ondas de aumentos de preços, ocorridas há dois meses, nas matérias-primas agropecuárias no atacado. A inflação dos alimentos no varejo continuou acelerando (de 1,26% para 1,66%) de novembro para dezembro, e sustentou a alta nos preços do varejo como um todo, no mesmo período (de 0,59% para 0,81%).

"Estas desacelerações e quedas de preços nos agrícolas no atacado serão percebidas no varejo, que deve contar com uma inflação de alimentos menos pressionada, no curto prazo'', avalia Salomão. Além disso, o especialista comenta que alguns alimentos in natura estão com preços em queda no atacado, o que pode contribuir para reduzir preços no varejo, no setor de alimentação.

Entre os destaques que contribuíram para a taxa menor da segunda prévia, estão a queda no atacado no preço de bovinos (-0,89%) e a desaceleração da inflação da soja em grão (de 8,84% para 2,56%).

Para o analista da consultoria Tendências, Gian Barbosa, caso o os preços desses dois itens continue em trajetória descendente, isso poderia levar a novas desacelerações nas taxas dos Índices Gerais de Preços (IGPs) em janeiro.

Já os preços na construção civil também aceleraram (de 0,29% para 0,51%) de novembro para dezembro, por causa da mão de obra mais cara.

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