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IGP-M registra aceleração de 0,26% em junho

IPA sobe 0,01%; IPC tem alta de 0,35%; INCC mostra elevação de 1,67%

Agencia Estado

02 de julho de 2007 | 10h17

A inflação medida pelo Índice geral de Preços de Mercado (IGP-M) subiu 0,26% em junho, ante aumento de 0,04% em maio. O resultado, anunciado nesta quinta-feira, 28, pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), ficou dentro das estimativas dos analistas do mercado financeiro ouvidos pela Agência Estado, que esperavam um resultado entre 0,20% a 0,38%, e abaixo da mediana das projeções (0,28%).Esta foi a maior taxa nesse tipo de indicador desde março desse ano, quando o IGP-M subiu 0,34%. A FGV anunciou ainda os resultados dos três indicadores que compõem o IGP-M de junho. O Índice de Preços por Atacado (IPA), que representa 60% do total do resultado do IGP-M, teve elevação de 0,01% em junho, ante queda de 0,09% em maio. Os preços dos produtos agrícolas subiram 0,11% em junho, ante queda 2,67% em maio, no âmbito do IGP-M. O IPA de junho, que registrou alta de 0,01%, registrou a maior taxa também desde março deste ano, quando o IPA subiu 0,33%. Até junho, o IPA acumula elevações de preços de 0,70% no ano e de 3,75% em 12 meses, no âmbito do IGP-M, segundo informou há pouco a Fundação Getúlio Vargas (FGV).Já os preços dos produtos agrícolas no atacado acumulam queda de 2,20% no ano, mas registram elevação de 7,70% em 12 meses até maio no atacado, no âmbito do IGP-M.A FGV esclareceu ainda que, na análise por produtos, as altas de preços mais expressivas no atacado em junho, no âmbito do IGP-M, foram registradas nos preços de soja em grão (2,82%); leite in natura (6,64%); e óleos combustíveis (5,49%). Já as mais expressivas quedas de preço, no atacado em junho, foram apuradas em cana-de-açúcar (-10,17%); álcool etílico hidratado (-9,50%); e laranja (-15,10%). VarejoO Índice de Preços ao Consumidor (IPC), que tem participação de 30% na formação da taxa do IGP-M, apresentou alta de 0,35% em junho, ante aumento de 0,20% em maio. O indicador apresentou a maior taxa desde abril deste ano, quando a alta foi de 0,37%.No varejo, o IPC acumula elevações de preços de 2,64% no ano e de 3,67% em 12 meses até junho, segundo a FGV.Segundo a FGV, a aceleração na taxa do IPC, de maio para junho (de 0,20% para 0,35%) foi influenciada principalmente pelo fim da deflação de preços no grupo Alimentação (de -0,48% para 0,73%), de maio para junho. Das sete classes de despesa usadas para cálculo do índice de varejo, apenas duas apresentaram elevação mais intensa de preços no período. Além de alimentação, é o caso de educação, leitura e recreação (de 0,04% para 0,13%).Os outros grupos registraram desaceleração ou até queda de preços, no mesmo período. É o caso de transportes (de 0,22% para -0,33%); habitação (de 0,47% para 0,40%); vestuário (de 0,77% para 0,15%); saúde e cuidados pessoais (de 0,71% para 0,42%); e despesas diversas (de 0,81% para 0,23%).Ao analisar a movimentação de preços no âmbito dos produtos, a FGV informou que as altas de preço mais expressivas no varejo, no IGP-M de junho, foram registradas em leite tipo longa vida (11,80%); empregada doméstica mensalista (2,23%); e mamão da amazônia - papaya (10,07%). Já as mais expressivas quedas de preço foram apuradas em laranja pêra (-9,60%); tomate (-7,48%); e álcool combustível (-4,91%).Construção civilJá o Índice Nacional do Custo da Construção (INCC), que representa 10% do total do IGP-M, registrou avanço de 1,67%, ante alta de 0,55% em maio. O INCC teve a maior taxa desde junho de 2005, quando o indicador subiu 2,20%. Na construção civil, o INCC acumula elevações de preços de 3,58% no ano e de 5,38% em 12 meses até junho.De acordo com a fundação, a aceleração de preços no setor medida pela taxa do INCC, de maio para junho (de 0,55% para 1,67%) foi influenciada por aumentos de preços mais intenso no segmento de mão-de-obra (de 0,55% para 2,94%). Em comunicado, a FGV esclarece que a aceleração nesse segmento "foi conseqüência de impactos crescentes de reajustes salariais, por ocasião de data-base, nas cidades de Brasília, Goiânia, Porto Alegre, Florianópolis e São Paulo." Ainda segundo a instituição, "Fortaleza e Rio de Janeiro também apresentaram taxas positivas, mas declinantes."Até junho, o IGP-M acumula elevações de 1,46% no ano, e de 3,89% em 12 meses. O período de coleta de preços para cálculo do IGP-M de junho foi do dia 21 de maio a 20 de junho.

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