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IGP-M registra deflação na segunda prévia de maio

A segunda prévia do Índice Geral de Preços de Mercado (IGP-M) de maio registrou deflação, -0,28%, a menor taxa desde setembro de 1995, quando o mesmo índice teve queda de 0,49%. Com o resultado preliminar, técnicos da Fundação Getúlio Vargas (FGV) acreditam que dificilmente haverá um componente com peso suficiente para impedir que a taxa fechada de maio também seja negativa.Mesmo assim, a queda ainda está concentrada nos preços do atacado, o que desestimula previsão de queda imediata dos juros básicos da economia. "Acho que ainda não está na hora de baixar os juros. Esta queda precisa chegar com mais força ao varejo. Os indicadores que temos até agora ainda podem refletir um comportamento passageiro", afirmou o economista, Salomão Quadros, que coordena o cálculo de índices de preços da FGV.A comparação com a segunda prévia de abril demonstra que os preços no varejo estão menos inflados, mas a variação ainda é positiva. O Índice de Preços ao Consumidor, neste cálculo, caiu de 1,17% para 0,72%. Mesmo no atacado, a deflação registrada no período (-0,79%) ainda não foi um desempenho comum a todos os produtos. ?A queda no atacado amplia-se, alastra-se, mas ainda não podemos dizer que a inflação é generalizada?, disse Quadros.A redução no preço dos combustíveis na refinaria, em vigor desde 1º de maio, teve um forte impacto no Índice de Preços por Atacado. O item combustíveis e lubrificantes, que na segunda prévia de abril tinha preços em alta de 1,08%, no índice divulgado hoje já registravam queda de 3,30. Comportamento semelhante tiveram os preços das matérias plásticas, também um forte componente na formação do índice no atacado.A queda da taxa de câmbio ? fator determinante para a redução do preço dos combustíveis ? continua contribuindo para a o barateamento dos preços no atacado. No quesito alimentação, tanto no atacado quanto no varejo, o vilão dos preços deixou de ser o tomate e passou a ser o arroz, devido à produção agrícola insuficiente. O arroz em casca, que havia tido variação negativa de 1,99% na segunda prévia de abril, registrou elevação de 24,53% na mesma medição, em maio.

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