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IGP-M sobe 0,48% na segunda prévia de novembro, aponta FGV

Índice acumula alta de 6% nos últimos dois meses e é impulsionado por elevação no preço de produtos agrícolas

Alessandra Saraiva, da Agência Estado,

21 de novembro de 2007 | 08h32

A segunda prévia do Índice Geral de Preços - Mercado (IGP-M) de novembro subiu 0,48%, ante aumento de 0,86% apurado em igual prévia de outubro, segundo a Fundação Getúlio Vargas (FGV), que calcula esse índice de inflação. Até a segunda prévia de novembro, o IGP-M acumula alta de 5,66% no ano e de 6% no período de 12 meses.   Na manhã desta quarta-feira, 21, a FGV anunciou que o Índice de Preços por Atacado (IPA) subiu 0,68% ante elevação de 1,15% em outubro. O Índice de Preços ao Consumidor (IPC) teve queda de 0,08% na segunda prévia de novembro, ante aumento de 0,25% na segunda prévia de outubro. Já o Índice Nacional de Custos da Construção (INCC) avançou 0,53%, ante alta de 0,48% na prévia do mês passado.   Atacado   Até a segunda prévia do IGP-M de novembro, o IPA acumula altas de 6,37% no ano e de 6,68% em 12 meses. De acordo com a FGV, até a segunda prévia de novembro, os preços dos produtos agrícolas no atacado acumulam aumento de 16,30% no ano, e registram elevação de 16,65% em 12 meses. Já os preços dos produtos industriais no atacado registram aumentos acumulados de 3,10% no ano e de 3,39% em 12 meses, até a segunda prévia de novembro.   Na análise da movimentação de preços entre os produtos no atacado, na segunda prévia do IGP-M de novembro, as altas de preço mais expressivas foram registradas em bovinos (5,14%); soja em grão (2,99%); e laranja (27,71%). Já as mais significativas quedas de preço, no atacado, foram apuradas em leite in natura (-4,99%); tomate (-40,63%); e café em grão (-5,85%).   Agrícolas   Os preços dos produtos agrícolas no atacado subiram 1,80% na segunda prévia do IGP-M de novembro, em comparação com a alta de 3,91% na segunda prévia do IGP-M de outubro. De acordo com a FGV, os preços dos produtos industriais no atacado tiveram avanço de 0,27% na segunda prévia, em comparação com a alta de 0,18% na segunda prévia do mesmo índice em outubro.   No âmbito do Índice de Preços por Atacado segundo Estágios de Processamento (IPA-EP), que permite visualizar a transmissão de preços ao longo da cadeia produtiva, os preços dos bens finais apresentaram aumento de 0,63% na segunda prévia do IGP-M de novembro, ante elevação de 0,83% em igual prévia do mesmo indicador em outubro.   Os preços dos bens intermediários tiveram elevação de 0,41% na segunda prévia de novembro, ante alta de 0,20% em igual prévia do mesmo índice em outubro. Por fim, os preços das matérias-primas brutas registraram taxa avanço de 1,21% na segunda prévia de novembro, ante elevação de 3,22% em igual prévia do mesmo índice em outubro.   Varejo   O Índice de Preços ao Consumidor acumula elevações de 3,81% no ano e de 4,22% em 12 meses, segundo a FGV. A fundação afirmou que a deflação na taxa do índice na passagem da segunda prévia do IGP-M de outubro para igual prévia do mesmo indicador em novembro (de 0,25% para -0,08%), foi influenciada principalmente por queda nos preços do grupo Alimentação (de 0,49% para -0,50%), no período.   Das sete classes de despesa pesquisadas para cálculo do índice, quatro registraram desaceleração ou queda de preços, no mesmo período. Além de Alimentação, é o caso de Habitação (de 0,10% para 0,04%); Vestuário (de 1,73% para 0,67%); Saúde e Cuidados Pessoais (de 0,23% para 0,17%). Outros dois grupos apresentaram queda mais fraca de preços. É o caso de Transportes (de -0,17% para -0,12%); e Despesas Diversas (de -0,05% para -0,04%).   Já o grupo Educação, Leitura e Recreação manteve o mesmo patamar de elevação de preços, no período (de 0,08%). Na análise dos preços dos produtos no varejo, as altas de preços mais expressivas foram apuradas em batata-inglesa (16,77%); feijão carioquinha (16,37%); e aluguel residencial (0,50%). Já as mais significativas quedas de preços foram registradas em leite tipo longa vida (-9,92%); tomate (-40,63%); e tarifa de eletricidade residencial (-0,58%).   Construção   Na construção civil, o INCC acumula elevações de preços de 5,64% no ano e de 5,96% em 12 meses, até a segunda prévia do IGP-M de novembro. De acordo com a FGV, a aceleração na taxa do INCC, da segunda prévia do IGP-M de outubro para igual prévia em novembro (de 0,48% para 0,53%), foi influenciada por aumento mais intenso de preços no segmento de mão-de-obra (de 0,10% para 0,20%), no mesmo período.   Ao analisar a movimentação de preços por produtos, a FGV esclareceu que as mais expressivas altas de preço na construção civil, na segunda prévia do IGP-M de novembro foram registradas em cimento (5,36%); esquadrias de alumínio (0,81%) e madeira para telhados (1,66%). Já as mais expressivas quedas de preço foram apuradas em elevador social e de serviço (-1,12%); produtos de fibrocimento (-0,40%); e tinta a base de PVA (-0,19%).

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