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IGP-M sobe 0,84% e tem maior alta desde fevereiro de 2003

Preços no varejo aceleram 0,23% e empurram primeira prévia do indicador de outubro

ALESSANDRA SARAIVA, Agencia Estado

10 de outubro de 2007 | 08h28

A primeira prévia de outubro do Índice Geral de Preços - Mercado (IGP-M) registrou alta de 0,84%, ante elevação de 0,80% em igual prévia de setembro. O resultado, anunciado nesta quarta-feira, 10, pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), ficou bem acima das estimativas dos analistas do mercado financeiro ouvidos pela Agência Estado, que esperavam um resultado entre 0,15% e 0,65%.   No caso dos três indicadores que compõem o IGP-M, o Índice de Preços por Atacado (IPA) teve alta de 1,14% na prévia anunciada nesta quarta, ante elevação de 1,19% na primeira de setembro. Até a primeira prévia do IGP-M de outubro, o índice - que representa 60% do total do indicador - registra elevação de 5,35% no acumulado do ano, e aumento de 6,73% no período de 12 meses.   O Índice de Preços ao Consumidor (IPC) subiu 0,23% (alta de 0,05% em setembro), apresentando a maior taxa desde julho deste ano, quando o IPC subiu 0,26%.   No varejo, o IPC - que representa 30% do total do IGP-M - acumula elevação de 3,84% no ano e aumento de 4,53% em 12 meses, até a primeira prévia do IGP-M de outubro. Segundo a FGV, a aceleração na taxa do IPC, da primeira prévia do IGP-M de setembro para igual prévia em outubro (de 0,05% para 0,23%) foi causada principalmente pelo término de deflação no grupo alimentação (de -0,25% para 0,38%), no período.   Das sete classes de despesa usadas para cálculo do IPC, três apresentaram aceleração ou queda mais fraca de preços, na passagem da primeira prévia de setembro para igual prévia em outubro. Além de alimentação, é o caso de vestuário (de 0,19% para 1,45%); e transportes (de -0,31% para -0,15%). As outras classes de despesa pesquisadas registraram desaceleração ou deflação mais intensa de preços. É o caso de habitação (de 0,31% para 0,13%); saúde e cuidados pessoais (de 0,34% para 0,26%); educação, leitura e recreação (de 0,15% para 0,05%); e despesas diversas (de -0,06% para -0,08%).   Já o Índice Nacional de Custos da Construção (INCC) subiu 0,41% na primeira prévia de outubro, ante alta de 0,13% na primeira prévia de setembro. Esta é a maior taxa desde agosto, quando a prévia do INCC subiu 0,42%.   Na construção civil, o INCC acumula elevações de 5% no ano e de 5,56% em 12 meses. O INCC representa 10% do total do IGP-M. De acordo com a fundação, a aceleração na taxa do INCC, da primeira prévia de setembro para igual prévia em outubro (de 0,13% para 0,41%), foi influenciada por aumento mais intenso de preços no segmento de materiais e serviços (de 0,19% para 0,75%).   A primeira prévia do IGP-M de outubro, que registrou alta de 0,84%, foi a maior taxa para uma primeira prévia desde fevereiro de 2003, quando a taxa da primeira prévia subiu 0,89%.   Até a primeira prévia de outubro, o IGP-M acumula elevações de 4,94% no ano e de 6,07% em 12 meses. O período de coleta de preços para cálculo da primeira prévia do IGP-M de outubro foi do dia 21 a 30 de setembro.   Matéria ampliada às 09h13 para acréscimo de informações

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